Unesco lança novo programa educativo para combater racismo na Europa

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Uma Estratégia Antirracismo 2026 da Comissão Europeia pretende utilizar sistemas educativos em parceria com a ONU para promover inclusão e combate ao discurso de ódio na Europa.

A iniciativa é apoiada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco*, e financiada pela Comissão Europeia. A meta é engajar sistemas educacionais na prevenção do racismo e na promoção de ambientes de aprendizagem inclusivos e equitativos.

Humanidade compartilhada

Para a Unesco, ideologias racistas e discriminação podem ser combatidas com educação que capacite as novas gerações a se tornarem agentes de mudança.  Este ano, a agência lançou um projeto de 24 meses para combater o racismo na Europa.

O racismo e a intolerância têm sido um dos principais motores da guerra e da destruição. A prática é um profundo ataque aos valores universais dos direitos humanos e uma tentativa deliberada de destruir o senso de humanidade compartilhada.

Alinhada à Estratégia Antirracismo 2026 da Comissão Europeia, a Unesco quer apoiar o projeto com uma consulta global reunindo as principais partes interessadas na área da educação antirracista, incluindo representantes de grupos vulneráveis ​​e vítimas do racismo.

Narrativas racistas 

Para a Unesco, é preciso abordar cada forma de racismo em seus próprios termos, analisando histórias e causas específicas por trás de cada tipo de ódio, inclusive contra pessoas de ascendência africana, muçulmanos, povos Roma e Sinti, conhecidos como ciganos, ou judeus.

A agência da ONU acredita que é preciso atualizar as respostas educacionais às novas e crescentes formas de racismo, que se transforma como um vírus, e explora novas tecnologias para se espalhar mais rapidamente do que antes. 

A Unesco quer se empenhar em equipar os educadores com as ferramentas necessárias para desenvolver a resiliência dos alunos às narrativas racistas polarizadoras nas mídias sociais, amplificadas por algoritmos poderosos, deepfakes e desinformação, com base em suas estruturas testadas de Alfabetização Midiática e Informacional, AMI, competências digitais e trabalhos anteriores sobre a ética da Inteligência Artificial.

*Texto adaptado com informações da Unesco.



Fonte ONU

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