O setor privado dos EUA gerou 38 mil novos empregos no mês de agosto, o que representa o menor ritmo de criação de empregos desde janeiro, conforme informou nesta quarta-feira a consultoria ADP.
O setor de produção de bens eliminou 10 mil empregos durante o mês de agosto, com uma redução de até 17 mil pessoas contratadas na indústria e outras 5 mil a menos no setor de recursos naturais e mineração. O ponto positivo vem da construção civil, com 12 mil novos trabalhadores.
Quanto aos serviços, o saldo líquido registra 48 mil empregos a mais, impulsionados principalmente pelos serviços educacionais e de saúde (45 mil) e pelos de lazer e hotelaria (16 mil). Além disso, também aumentou o número de trabalhadores nos serviços financeiros e na divisão de outros serviços, com um total de 6 mil empregos a mais em cada um.
Por outro lado, os setores de comércio, transporte e serviços públicos (-5 mil), de informação (-4 mil) e de serviços profissionais e empresariais (-16 mil) registraram quedas em sua força de trabalho.
As pequenas empresas criaram apenas 3 mil dos novos empregos, enquanto o saldo líquido das médias empresas ficou em zero e as grandes empresas – com mais de 500 funcionários – aumentaram sua força de trabalho em 34 mil.
“Os salários podem nos revelar muito sobre a instabilidade do mercado de trabalho atual. Para compreender os padrões de contratação, é necessário analisar em profundidade onde o crescimento salarial se acelera, onde se desacelera e para quem. O crescimento salarial, antes previsível, foi superado pelas complexidades da mudança demográfica, pela inflação persistente e pelos efeitos da IA no emprego”, destacou Nela Richardson, economista-chefe da ADP.

Fonte Monitor Mercantil