A norma de ergonomia trata do mobiliário do posto de trabalho e exige que cadeira e mesa se ajustem a diferentes tipos de corpo. As mesas de altura regulável, que permitem trabalhar de pé por parte da jornada, são a novidade mais recente do setor.
Mesa de altura regulável permite alternar entre trabalhar sentado e de pé ao longo do expediente. Imagem ilustrativa.
Um funcionário de escritório passa boa parte da jornada sentado. São horas na mesma cadeira, diante da mesma mesa, muitas vezes utilizando móveis que não foram escolhidos levando em consideração as características físicas de quem vai utilizá-los. Com o tempo, isso pode aparecer na forma de dor lombar, tensão no pescoço e desconforto nos punhos. É justamente esse tipo de risco que a Norma Regulamentadora 17, a NR 17, busca reduzir.
A NR 17 existe há décadas e já passou por revisões para acompanhar as transformações no mundo do trabalho. A norma trata da ergonomia, ou seja, da adaptação das condições de trabalho às características físicas e às necessidades dos trabalhadores. Seu conteúdo vai muito além do mobiliário e abrange aspectos como iluminação, organização das tarefas, ritmo de trabalho e pausas. Ainda assim, é nos móveis que a norma se torna mais concreta para quem passa grande parte do expediente sentado.
No caso das cadeiras, a ergonomia exige possibilidades reais de ajuste. Altura do assento, apoio adequado para a região lombar e encosto com regulagem de altura e inclinação são alguns dos recursos que permitem adaptar o equipamento a diferentes usuários. Cada ajuste contribui para que uma mesma cadeira possa atender, por exemplo, tanto uma pessoa de 1,60 m quanto outra de 1,90 m. Os requisitos técnicos de fabricação são complementados por normas da ABNT, como a NBR 13962, voltada para cadeiras de escritório. Em uma avaliação ergonômica, a ausência de regulagens adequadas pode representar um problema para a empresa e para o conforto e a segurança do trabalhador.
Cadeiras com diversos recursos de regulagem já fazem parte do mercado há bastante tempo. O que vem ganhando espaço nos últimos anos são as mesas com regulagem de altura. Há modelos motorizados em que o tampo sobe e desce com o simples toque de um botão. Assim, o trabalhador pode permanecer de pé durante parte da jornada e sentado em outra, sem precisar mudar de estação de trabalho. A possibilidade de alternar entre as duas posições é uma estratégia recomendada por profissionais de saúde ocupacional para evitar a permanência prolongada em uma única postura.
Quem acompanha essa transformação de perto é Wellington Lemos, dono da OnFlex, onde responde pela direção comercial, e há 17 anos no segmento de móveis e cadeiras. Ele começou como técnico de montagem em uma franquia exclusiva de uma marca do setor e passou pela área comercial antes de abrir o próprio negócio, a OnFlex, uma loja multimarcas. Ao longo desses 17 anos de carreira, já atendeu mais de 2 mil empresas e comercializou quase 50 mil cadeiras.

Wellington Lemos, dono da OnFlex, na loja da empresa.
“Quando eu comecei, montando cadeiras, a preocupação era quase sempre se o móvel era resistente. Hoje, a primeira pergunta que o cliente faz é se a cadeira tem regulagens e se consegue atender diferentes pessoas da equipe. Mudou a cabeça de quem compra, e mudou também a preocupação com a saúde de quem passa oito horas por dia sentado”, afirma.
Para ele, um dos erros mais comuns ainda é escolher o mobiliário apenas pelo preço ou pela aparência, sem considerar quem vai utilizá-lo.
“Cadeira boa é aquela que quase desaparece durante o trabalho. A pessoa senta, trabalha o dia todo e nem percebe que ela está ali. Quando a cadeira ou a mesa começa a incomodar, pode ser um sinal de que ela não está adequada àquele corpo e àquela rotina. Por isso, eu sempre procuro entender o tipo de trabalho e o perfil do usuário antes de indicar um produto. Não existe um modelo que sirva da mesma maneira para todo mundo.”
Para a empresa, a decisão também passa pela conta. Um afastamento por dores ou lesões ocupacionais gera custo com salário, substituição, perda de produtividade e, em alguns casos, processo, e ainda leva tempo para se resolver. Uma cadeira regulável ou uma mesa com ajuste de altura, por outro lado, é um gasto único, que acompanha o trabalhador por anos. É também por isso que muitas empresas têm revisto o ambiente de trabalho antes de a norma cobrar, tratando o mobiliário mais como prevenção do que como obrigação.
As soluções em móveis e cadeiras ergonômicas da OnFlex podem ser conhecidas pelo Instagram @lojaonflex.