Venezuela atualiza número de vítimas dos terremotos

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Nesta quarta-feira, completam-se três semanas dos terremotos de 7.2 e 7.5 graus de magnitude na Venezuela. De lá para cá, a quantidade de mortes chega a quase 5 mil.

O número oficial de vítimas fatais dos dois terremotos no mês passado subiu para 4.734, de acordo com dados divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional, o deputado Jorge Rodríguez, na terça-feira. O número de feridos permanece inalterado, em mais de 16 mil pessoas, enquanto cerca de 18 mil continuam desabrigadas.

Segundo Lilimar Rojas, internacionalista e Doutora em Segurança Nacional pela Universidade Militar da Venezuela, embora a ajuda recebida de países próximos seja bem-vinda, ela ainda é “simbólica”.

“Não só o Brasil, mas muitos países irmãos têm colaborado, porém, se analisarmos a proporção de socorristas venezuelanos em relação aos internacionais, obviamente a quantidade de ajuda internacional é apreciada, mas é simbólica em comparação com o que foi feito aqui dentro do Estado venezuelano.”

Nesta quarta-feira, a União Europeia anunciou que fornecerá mais 22 milhões de dólares em ajuda humanitária para auxiliar nosso país vizinho. Esse último pacote de ajuda é para financiar equipamentos médicos e auxiliar equipes de busca e resgate, somando-se a outro, de quase 6 milhões de dólares, aprovado mês passado.

Outra preocupação tem sido sobre a retirada da grande quantidade de escombros, para não causar danos nas zonas costeiras, explicou a pesquisadora Lilimar Rojas.

“Já tínhamos resistido a esses terremotos, que foram significativos, claro, mas houve um terremoto há algum tempo e esses prédios resistiram graças à sua construção resistente a terremotos. Os mais afetados foram prédios construídos por construtoras privadas há muitos anos e outros pertencentes a empresários, localizados naquela área de La Guaira, por ser uma zona turística muito próxima da praia.”

Ao todo, 190 edifícios desabaram durante os tremores. Mais de 850 construções ficaram estruturalmente danificadas.

Da Rádio Nacional em São Luís, Gabriel Correa.




Fonte Agência Brasil

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