Preço do petróleo sobe após pronunciamento de Trump

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Donald Trump (foto de Aaron Schwartz, Agência Xinhua)
Donald Trump (foto de Aaron Schwartz, Agência Xinhua)

Os preços do petróleo dispararam para cerca de US$ 108 o barril na manhã desta quinta-feira, após o pronunciamento do presidente dos EUA, Donald Trump, ocorrido na noite de ontem. Os preços do barril tipo Brent subiram quase US$ 8.

Os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram cerca de US$ 10, chegando a US$ 111 por barril e caminhando para sua maior alta absoluta desde 2020. O petróleo WTI é extraído nos EUA e usado como principal referência de preços da commoditie no mercado daquele país.

Em seu discurso, Trump exaltou supostas vitórias no campo de batalha e prometeu ampliar os ataques ao logos das próximas semanas.

“Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam”, afirmou.

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Em diversos momentos, sem apresentar evidências claras, Trump exagerou na retórica e afirmou ter “destruído e esmagado” forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea do país persa. Seu discurso seguiu a linha já adotada por ele nas últimas semanas, onde afirmava via redes sociais ou em comunicados de sua porta-voz, sem qualquer comprovação, que o Irã já estava praticamente derrotado. Enquanto isso, o conflito continua.

A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz – por onde passam 20% da produção mundial -, o que levou distorções à cadeia de petróleo e escalada de preços no mercado global.

Na quarta-feira, o preço do barril tipo Brent era negociado pouco acima de US$ 101 (cerca de R$ 520). Antes da guerra, o óleo era cotado perto de US$ 70.

EUA ampliam retórica bélica contra Irã

Em seu primeiro pronunciamento nacional desde o início da guerra, Trump, afirmou na noite desta quarta-feira que as forças militares norte-americanas estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade de defesa do regime do Irã e que os objetivos “estratégicos centrais” do conflito, iniciado há 32 dias, estariam próximos de serem atingidos.

Na declaração, de cerca de 20 minutos, Trump exaltou o que diz serem vitórias no campo de batalha e prometeu ampliar os ataques ao logos das próximas semanas, sem descartar negociações.

“Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam. Mudança de regime não era nosso objetivo – nunca dissemos isso -, mas ela ocorreu em função da morte de praticamente todos os líderes originais. Todos morreram”, disse o norte-americano.

“O novo grupo é menos radical e mais razoável. Ainda assim, se nesse período não houver acordo, temos alvos estratégicos definidos.”

Esses alvos, segundo ele, seriam usinas de geração de energia.

“Não atacamos o petróleo, embora seja o alvo mais fácil, porque isso eliminaria qualquer chance de sobrevivência ou reconstrução”, pontuou.

Em diversos momentos, sem apresentar evidências claras, Trump exagerou na retórica e afirmou ter “destruído e esmagado” forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea do país persa.

Apesar disso, não soube explicar porque o Estreito de Ormuz, passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde circulavam até 20% das exportações de petróleo, segue com acesso controlado e restrito pelos iranianos, com fortes impactos no preço internacional dos combustíveis.

Com informações da Agência Brasil, citando a Agência Reuters

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Fonte Monitor Mercantil

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