‘Não criamos uma experiência diferenciada’: Amazon encerra lojas sem caixas

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A Amazon anunciou, nesta semana, que irá encerrar as atividades das suas lojas físicas de compras. Dessa forma, os serviços de supermercado de médio porte, o Amazon Fresh, e as lojas de conveniência automatizadas, Amazon Go, terão suas operações finalizadas.

Indisponíveis no Brasil desde o lançamento, a decisão da Amazon mostra que a estratégia do varejo físico não combina com a gigante das compras online. Um dos motivos para isso é que o público não aceitou bem a ideia dessas lojinhas, já que os produtos ofertados eram comuns demais, sem grande apelo.

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A companhia também entende que não conseguiu encontrar uma maneira interessante de lucrar bem com esse formato de lojas. “Embora tenhamos observado sinais encorajadores em nossas lojas físicas de supermercado com a marca Amazon, ainda não criamos uma experiência de cliente verdadeiramente diferenciada, com o modelo econômico adequado para uma expansão em larga escala”, explica a Amazon.

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Amazon Go apostava em um formato rápido e totalmente automatizado para os clientes (Imagem: SEASTOCK/GettyImages)

Amazon demitiu 16 mil funcionários

Mesmo que essas lojas nunca tenham chegado ao território brasileiro, o fim da Amazon Go e Amazon Fresh casa com as recentes mudanças estruturais da gigante. Na última quarta-feira (28), a companhia confirmou a demissão de 16 mil funcionários como parte de sua nova reestruturação.

  • Em outubro do ano passado a empresa já havia demitido 14 mil funcionários em uma rodada para trabalhar com um quadro mais enxuto;
  • A justificativa oficial é que os cortes foram feitos para “reduzir camadas, aumentar o controle e remover burocracia”;
  • Na prática, essa onda de demissões mostra que o foco da Amazon está na construção de outros negócios, como o ramo de data centers para IA;
  • Lançada em 2020, a linha Amazon Fresh contava com 58 lojas e tinha um foco maior no varejo tradicional;
  • A Amazon Go foi uma prioridade enquanto Jeff Bezos ainda era CEO da companhia em 2018, mas nunca encontrou o caminho correto.

Na esteira das demissões, documentos revelados no último ano apontavam que a Amazon cogita substituir 600 mil empregos por robôs até 2033. 



Fonte Tecmundo

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