Luciano Menezes alerta em jantar de negócios: adaptação à Reforma Tributária será decisiva para a sobrevivência das empresas

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A promulgação da Reforma Tributária representa uma das mudanças mais profundas do sistema fiscal brasileiro nas últimas décadas. Com a substituição de cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — por dois novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o país inicia um processo de transição que se estenderá até 2033 e que exigirá das empresas muito mais do que adequação legal.

Foi nesse contexto que Luciano Menezes, CEO da B2WE Assessoria Tributária, participou do Jantar de Conexões & Negócios, realizado no último dia 30 de setembro em São Paulo. Diante de um seleto grupo de 30 empresários, Menezes apresentou uma análise prática e estratégica sobre os impactos da reforma, destacando os riscos e as oportunidades que surgem com o novo modelo tributário.

A reforma muda completamente a lógica de como as empresas precisam pensar e operar. Não se trata de ajustar um sistema contábil, mas de rever estratégias de precificação, processos internos e a própria governança fiscal. Quem não agir agora pode comprometer sua competitividade nos próximos anos”, alertou Menezes durante o encontro.

O executivo também ressaltou que a criação de comitês fiscais e tributários internos, com papel consultivo e estratégico, será fundamental para antecipar riscos e identificar oportunidades. “Historicamente, o governo diz uma coisa e escreve outra. Ter uma estrutura dedicada a acompanhar a transição pode ser a diferença entre crescer e desaparecer do mercado”, afirmou.

Entre os principais pontos positivos da reforma, Menezes destacou a simplificação de procedimentos, maior transparência na carga tributária e a redução de litígios. No entanto, alertou para os desafios: uma transição longa e custosa, o risco de aumento de carga em setores específicos e mudanças na sistemática de créditos tributários que podem afetar diretamente o fluxo de caixa.

O especialista chamou atenção também para a situação das empresas optantes pelo Lucro Real, que podem ter entre 0,5% e 2,5% do faturamento bruto dos últimos cinco anos passível de recuperação administrativa — valores frequentemente ignorados por falta de conhecimento sobre a legislação. “Isso não é tese tributária, é direito líquido e certo. A maioria das empresas desconhece essa possibilidade e, com isso, deixa dinheiro na mesa”, destacou.

A opinião é compartilhada por Rodrigo Monteiro, CEO do Grupo CDC, também presente no jantar. Para ele, a reforma será um divisor de águas. “Essa mudança redefine a forma de fazer negócios no Brasil. Quem entender rapidamente a nova lógica tributária vai ganhar espaço. Quem demorar para agir corre o risco de perder competitividade em um mercado cada vez mais exigente”, afirmou.

O jantar, que também contou com rodada de pitch de negócios e networking estratégico entre empresários, reforçou a urgência do tema e o papel central da informação no ambiente corporativo. Para Menezes, a mensagem é clara: compreender, planejar e agir agora pode determinar quais empresas crescerão com a reforma e quais ficarão pelo caminho.

Mais informações sobre o Clube CDC acesse: https://clubecdc.com.br/

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