Os arquitetos do agro: os brasileiros que ajudaram a tornar o País a referência global em alimentos

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O extraordinário desenvolvimento da agropecuária brasileira tem tantos dados explicativos que o estudioso encontra farto material já publicado: há 50 anos o Brasil importava 30% dos alimentos aqui consumidos; hoje exporta alimentos para mais de 200 mercados diferentes!

Algumas pessoas foram fundamentais para isso, e são conhecidas de toda gente. Luiz Fernando Cirne Lima, Eliseu Alves e José Pastore, por exemplo, os criadores da Embrapa, que virou a chave do agro para o campo tropical, são nomes estrelares, super homenageados, inclusive pela Fiesp no ano passado. Alysson Paolinelli é um monstro sagrado, o farol do agro brasileiro, o responsável pela conquista do cerrado, até então desprezado e que hoje é o Maracanã onde está sendo jogada a Copa do Mundo da Alimentação.

Mas esta história é tão maravilhosa que merece ter seus outros grandes personagens referenciados.

Brasil importava 30% dos alimentos que consumia, e hoje exporta para 200 países Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Amanhã, dia 10 de agosto, durante o vigésimo quinto Congresso da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), será lançado um livro chamado Arquitetos do Agro.

A ideia foi contar a história resumida de 10 destes líderes do setor, cujo trabalho, dedicação, sonhos, compromisso, patriotismo, são responsáveis pela vitoriosa saga da agropecuária tropical sustentável do Brasil. Mas são tantos, qual o critério para escolher só 10?

A decisão foi buscar pessoas vivas com cerca de 80 anos de idade. Assim, seriam homenageadas em vida. Perdemos a oportunidade de elevar nomes como Johanna Döbereiner, Ney Bittencourt Araújo, Fernando Penteado Cardoso e tantos outros que partiram antes do devido cuidado.

Foram então eleitos para este primeiro tomo – porque ainda faltam muitos octogenários a serem destacados, e o serão nos próximos volumes – Américo Utumi, Ronaldo Scucato e Luiz Lourenço pelo cooperativismo; Francisco Turra, Paulo Romano e João Carlos Meirelles por sua atuação destacada no setor público; Luiz Fernando Furlan, Maurílio Biagi e Shiro Nishimura por seu desempenho no setor privado; e o mineiro Humberto Pereira, grande “patrono” da comunicação rural.

Todos heróis do agro que devemos aplaudir em vida.

Mas Américo Utumi, um HOMEM maravilhoso que deu a vida para promover o cooperativismo no Brasil, com humildade e criatividade, com desprendimento e vigor, que serviu a todos os brasileiros dedicados a mostrar o Brasil para o mundo, faleceu no dia primeiro de agosto. Perdemos todos um exemplo de cooperativista. Um AMIGO inigualável!

Não deu tempo de ele ser aplaudido de pé por todos os brasileiros do campo.



Fonte
ONU

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