Gastronomia tradicional de Florianópolis não é apenas sobre frutos do mar. É sobre identidade, herança cultural e um modo de vida que respeita o tempo das marés. Quando cheguei à ilha, não demorei a perceber que ali o mar não é paisagem — é sustento, memória e rotina.
A pesca artesanal ainda pulsa em bairros históricos e comunidades tradicionais. Na temporada da tainha, por exemplo, a praia se transforma em palco de cooperação: homens atentos ao movimento do cardume, redes sendo lançadas, famílias acompanhando da areia. É alimento, mas também é celebração.
Sou paulistana, criada no ritmo acelerado de São Paulo, e sempre tive orgulho da cidade que nunca dorme. Cresci cercada por restaurantes para todos os gostos, cafeterias em cada esquina e a praticidade do delivery que chega antes mesmo da fome apertar. Mas, em meio a tanta oferta, senti que precisava experimentar um novo estilo de vida — e uma nova forma de me relacionar com a comida.
Publicada em 17/12/2025
A imigração italiana para o Brasil intensificou-se a partir da década de 1870, em um contexto de transformações econômicas e sociais tanto...
A capital paulista tornou-se um dos mais expressivos polos de gastronomia tradicional internacional. Restaurantes familiares, cafés históricos e cozinhas de herança cultural preservam receitas ancestrais de diferentes regiões do planeta — italianas, árabes, japonesas, portuguesas, espanholas, francesas, coreanas, judaicas, armênias e tantas outras — formando um mosaico culinário raro fora de seus territórios de origem.
Cozinhar sempre foi um ato de transmissão entre gerações. Receitas atravessam o tempo carregando hábitos, crenças, modos de cultivo, rituais e afetos. O tempero que se aprende em família, o modo de preparar o grão, o corte específico da carne, o uso de ervas locais — tudo isso constitui patrimônio imaterial.
Localizado no Wyndham São Paulo Ibirapuera Hotel, espaço traz criações do mixologista Marcelo Prantoni e o toque do chef Fábio José
Legenda: Happy Hour acontece...