CEO, CFO e CMO da empresa explicam a proposta da MinaCash, o conceito de consumo inteligente e como o modelo de marketing multinível pode atuar na expansão de um ecossistema de benefícios
O mercado de consumo e tecnologia vem passando por uma transformação acelerada. Consumidores estão cada vez mais atentos aos benefícios gerados pelas próprias compras, enquanto empresas buscam novas formas de fidelização, relacionamento e aquisição de clientes.
É nesse cenário que surge a proposta da MinaCash, empresa que apresenta ao mercado um ecossistema baseado no conceito de consumo inteligente, conectando consumidores, empresas parceiras, benefícios e tecnologia.
Para explicar a proposta, a reportagem conversou com três dos principais executivos da empresa: Clebson Ribeiro, CEO da MinaCash; Everton Guarnier, CFO; e Lourenço Moura, CMO, responsável pela estratégia de marketing e expansão da marca.
“A ideia é transformar o consumo em uma experiência mais inteligente”
Repórter: Clebson, afinal, o que é a MinaCash?
Clebson Ribeiro — CEO: A MinaCash nasce com a proposta de construir um ecossistema no qual o consumidor possa ter mais benefícios a partir das próprias decisões de consumo. Estamos trabalhando para aproximar consumidores e empresas por meio de tecnologia, vantagens e um modelo de relacionamento que gere valor para todos os envolvidos. Mais do que simplesmente criar um produto, queremos desenvolver uma comunidade de consumo inteligente.
Repórter: Vocês utilizam muito o conceito de “consumo inteligente”. O que isso significa na prática?
Lourenço Moura — CMO: Consumo inteligente é, basicamente, fazer o consumidor perceber que aquilo que ele já consome pode gerar mais valor. A pessoa continua comprando produtos e serviços de que necessita, mas passa a estar inserida em um ecossistema que pode oferecer benefícios, cashback, vantagens e novas possibilidades de relacionamento com empresas parceiras.
Nossa estratégia de marketing é justamente mostrar que o consumidor não precisa necessariamente aumentar seu consumo para participar de uma nova economia. Ele pode consumir de maneira mais estratégica.
Marketing multinível com foco na expansão do consumo
Repórter: A MinaCash trabalha com marketing multinível?
Lourenço Moura — CMO: Sim, o modelo de marketing multinível faz parte da nossa estratégia de expansão. Mas existe uma diferença importante na forma como queremos apresentar isso ao mercado. O foco não deve estar simplesmente em “indicar pessoas”. O objetivo é construir uma rede de consumidores e parceiros comerciais dentro de um ecossistema real de consumo.
A nossa visão é que a expansão aconteça principalmente pela utilização dos produtos e serviços, pela geração de valor para o consumidor e pela entrada de novos parceiros no ecossistema.
Repórter: Então a proposta não é simplesmente criar uma rede de pessoas recrutando outras pessoas?
Lourenço Moura — CMO: Exatamente. A nossa comunicação precisa deixar isso muito claro. O centro da proposta é o consumo e a geração de valor. O crescimento da rede acontece como consequência da expansão do ecossistema.
Queremos mudar a percepção tradicional que muitas pessoas têm quando ouvem falar em marketing multinível. Para nós, a rede precisa estar conectada a consumidores, empresas, produtos e serviços reais.
O papel das empresas parceiras
Repórter: Everton, qual é a importância das empresas parceiras dentro desse modelo?
Everton Guarnier — CFO: Elas são fundamentais. Um ecossistema de consumo só consegue crescer se houver uma relação saudável entre consumidores e empresas. O parceiro comercial encontra uma oportunidade de ampliar o relacionamento e a fidelização com seus clientes, enquanto o consumidor pode ter acesso a benefícios dentro do ecossistema.
Nossa preocupação é estruturar o modelo de forma que exista uma lógica econômica por trás da operação, com geração de valor para as partes envolvidas e crescimento sustentável.
Repórter: Como a MinaCash pretende expandir esse modelo?
Clebson Ribeiro — CEO: A expansão passa pela formação de uma rede de parceiros comerciais. Queremos levar o conceito para diferentes cidades e regiões, conectando negócios locais ao ecossistema MinaCash.
O comércio local é extremamente importante nesse processo. Restaurantes, lojas, prestadores de serviços e outros segmentos podem fazer parte dessa transformação, aproximando a tecnologia do consumidor no dia a dia.
Uma nova visão sobre fidelização
Repórter: Lourenço, qual é o papel do marketing nesse processo?
Lourenço Moura — CMO: O nosso desafio é educar o mercado. Não queremos simplesmente fazer publicidade dizendo “entre na MinaCash”. Queremos explicar por que o modelo pode fazer sentido para consumidores e empresas.
A estratégia passa por educação, conteúdo, posicionamento de marca, formação de comunidades e expansão de parceiros.
Quando uma pessoa entende que pode transformar parte do seu consumo em benefícios e que empresas podem utilizar o ecossistema como ferramenta de relacionamento e fidelização, temos uma conversa completamente diferente.
E onde entra a tecnologia?
Repórter: A tecnologia é uma parte importante da MinaCash?
Clebson Ribeiro — CEO: Sem dúvida. A tecnologia é o que permite conectar os diferentes participantes do ecossistema. Nosso objetivo é utilizar tecnologia para tornar a experiência mais simples, mensurável e escalável.
A MinaCash está sendo construída pensando justamente na possibilidade de expansão para diferentes mercados e regiões.
A visão financeira
Repórter: Everton, um dos grandes questionamentos quando surge um novo modelo de negócios é sobre sustentabilidade. Como vocês enxergam isso?
Everton Guarnier — CFO: Sustentabilidade precisa estar no centro de qualquer projeto que queira permanecer no mercado no longo prazo. Por isso, trabalhamos para estruturar uma operação que tenha fundamentos econômicos e que consiga crescer acompanhando a expansão dos consumidores e dos parceiros.
Não estamos falando apenas de crescimento rápido. Estamos falando de construir uma estrutura capaz de sustentar o crescimento.
E a criptomoeda MinaCash?
Repórter: A MinaCash também possui uma criptomoeda. Como ela se relaciona com o ecossistema?
Clebson Ribeiro — CEO: A tecnologia blockchain e os ativos digitais fazem parte da visão de inovação da MinaCash. Entretanto, é importante separar os conceitos. O ecossistema de consumo, os benefícios oferecidos aos consumidores, o relacionamento com parceiros e o ativo digital possuem características próprias.
Estamos trabalhando para que cada componente tenha sua função claramente definida dentro do projeto.
Repórter: Lourenço, como CMO, qual é a principal mensagem que você gostaria que o mercado entendesse sobre a MinaCash?
Lourenço Moura — CMO: Eu resumiria em uma frase: não queremos ensinar as pessoas simplesmente a vender; queremos ensiná-las a consumir de forma mais inteligente e a participar de um ecossistema que pode gerar valor a partir desse consumo.
O grande potencial está justamente na combinação entre consumidor, comércio, tecnologia e comunidade.
Se conseguirmos fazer com que empresas entendam o valor de participar e que consumidores percebam benefícios reais em utilizar o ecossistema, a expansão acontece de forma natural.
Um mercado em transformação
A proposta da MinaCash surge em um momento em que consumidores procuram cada vez mais benefícios, empresas buscam novas ferramentas de fidelização e a tecnologia cria novas possibilidades de relacionamento.
A empresa aposta na união desses três elementos para desenvolver um modelo de expansão baseado no consumo inteligente, na formação de uma rede de parceiros e na utilização de tecnologia.
Segundo os executivos, o objetivo é construir um ecossistema que possa crescer de maneira estruturada, começando pelos consumidores e negócios parceiros e avançando para diferentes cidades e mercados.
Clebson Ribeiro, Everton Guarnier e Lourenço Moura concordam em um ponto: o futuro da relação entre empresas e consumidores pode estar menos relacionado simplesmente a vender mais e cada vez mais relacionado a criar valor em cada relação de consumo.
“MinaCash — consumo inteligente, tecnologia e novas possibilidades para consumidores e empresas.”