Reforma tributária: entenda, em cinco pontos, os mitos criados sobre o split payment

Compartilhar:

A cinco meses do início da implementação da reforma tributária, as dúvidas dos contribuintes parecem aumentar diante da quantidade de mitos e fake news publicados. No programa Não vou passar raiva sozinha, a colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, traz cinco mitos sobre o assunto (veja esse conteúdo na íntegra no vídeo acima).

A partir de 1.º de janeiro, toda venda terá split payment

O split payment começa a ser implementado em 2027, mas de forma gradual. A previsão inicial é que comece pelas operações entre empresas (B2B) e de maneira facultativa. Portanto, não significa que toda compra feita por pessoa física no supermercado, na farmácia ou na padaria terá o pagamento automaticamente dividido entre empresa e governo.

Se o split payment for opcional, ninguém vai querer usar

Nas operações entre empresas, o mecanismo pode funcionar como uma espécie de seguro para o crédito tributário. Isso porque o direito do comprador ao crédito está relacionado ao efetivo recolhimento do imposto pelo fornecedor. Com o split, a parcela do tributo é separada no momento da liquidação, reduzindo o risco de o comprador ter problemas por causa do não pagamento do imposto pelo fornecedor.

Os bancos vão fazer todo esse trabalho de graça para o governo

As instituições financeiras serão remuneradas pela operação. Um dos valores discutidos é de R$ 0,39 por operação para a instituição que fizer a separação do pagamento. A CGU já questionou os cálculos e o modelo de remuneração, e o tema ainda deve render discussões.

O split payment vai acabar com a sonegação

Mito ou, pelo menos, uma meia-verdade. O mecanismo pode fechar uma importante porta para a inadimplência: aquela situação em que a empresa recebe o imposto do cliente, mas não o repassa ao Fisco. Mas não elimina a sonegação. Se uma operação ocorre sem nota fiscal, por exemplo, não há imposto identificado para o sistema separar. O split não consegue combater uma operação que, para o Fisco, sequer existiu.

O governo vai tirar quase 28% de toda venda da empresa

O split payment não significa simplesmente aplicar a alíquota do IBS e da CBS sobre cada venda e mandar esse percentual diretamente para o governo. O sistema considera a lógica de débitos e créditos do IVA. Se uma empresa tem créditos tributários a utilizar, eles entram nessa conta. Por isso, a alíquota do imposto não é necessariamente igual ao valor que será efetivamente recolhido naquela operação.

Reforma tributária vai implementar o split payment no Brasil Foto: Luciano Luppa

Programa

Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais. A atração também tem uma versão em podcast.

Siga a Duquesa de Tax no Estadão

Não vou passar raiva sozinha no Spotify

Não vou passar raiva sozinha no Apple Podcasts



Fonte
ONU

Artigos relacionados

Veridas insere verificação de ID robusta no WhatsApp e transforma app no canal mais seguro para aquisição de clientes do Brasil

Com 148 milhões de usuários ativos mensais no país, aplicativo já é o principal canal de relacionamento comercial...

Recursos da COSIP devem priorizar projetos de iluminação pública, defende ABCIP

Prevista na Constituição Federal em 2002, a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP), voltada...

Outer Banks, Sobrenatural e mais! Os lançamentos de filmes e séries da semana (17/08)

A semana chega com novidades para todos os gostos nas plataformas de streaming e nas telonas. Entre os...