O Zimbábue aderiu oficialmente ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), mais conhecido como Banco dos Brics, anunciou nesta quinta-feira o ministro de Finanças, Desenvolvimento Econômico e Promoção de Investimentos, Mthuli Ncube.
Ao discursar na Conferência e Exposição de Industrialização do Zimbábue, em Harare, Ncube confirmou que o país africano foi admitido como membro da instituição sediada em Xangai na quarta-feira, abrindo caminho para oportunidades cruciais de crédito e financiamento.
Criado em 2014 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (os fundadores do Brics), o NDB iniciou oficialmente suas operações em 2015, com a missão de mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países-membros do bloco, bem como em outras economias de mercado emergente e países em desenvolvimento.

O banco, com sede em Xangai, é presidido por Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil.
O Zimbábue solicitou a adesão ao banco em 2023, com as negociações formais de ingresso avançando no início deste ano. O país também solicitou formalmente a adesão ao grupo Brics.
O que é o Brics
O Brics é um grupo político-diplomático formado, em 2009, por quatro nações emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China (ainda como Bric, termo criado por um analista da Goldman Sachs em um artigo sobre economias emergentes em 2001); a África do Sul se juntou em 2011, oficializando a sigla atual.
LEIA TAMBÉM:
Em 2024, o Brics se expandiu ao reunir Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. Em janeiro de 2025, a Indonésia entrou oficialmente como membro pleno do bloco, marcando a primeira expansão do grupo sob a presidência brasileira, iniciada em 1º de janeiro último.
O bloco conta ainda com 10 países-parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Vietnã, Uganda e Uzbequistão.
Com informações da Agência Xinhua

Fonte Monitor Mercantil