Europa e EUA gastarão R$ 120,6 tri se não cooperarem com China

Compartilhar:

Um trem de carga China-Europa, que partiu de Duisburgo, na Alemanha, transportando produtos para a Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), chega a Shanghai, no leste da China, em 11 de outubro de 2023. (Xinhua/Ding Ting)

Para superar a dependência econômica de Pequim, os países europeus e os Estados Unidos terão que investir mais R$ 120,6 trilhões em 25 anos, correndo o risco de a inflação subir para 2,5% em certos setores, informou um jornal ocidental.

Citando a empresa de consultoria e auditoria, a EY-Parthenon, o jornal Financial Times relatou que os Estados Unidos terão que gastar US$ 13,7 trilhões (R$ 70 trilhões) para construir novas cadeias de produção e logística, instalações de processamento, centros de pesquisa e substituição de software fornecido pelas empresas chinesas.

Ao mesmo tempo, os países da zona do euro terão que investir US$ 9,1 trilhões (R$ 46,5 trilhões) para os mesmos fins e, para o Reino Unido, essa política custará US$ 800 bilhões (R$ 4,08 trilhões), detalhou o material.

Na avaliação dos especialistas, a UE terá que quase dobrar seu orçamento anual. Segundo o jornal, os enormes investimentos sublinham a escala do desafio que os países ocidentais terão de enfrentar se decidirem reduzir radicalmente a dependência da economia chinesa.

Espaço Publicitáriocnsegcnseg

Ao mesmo tempo, os analistas acreditam que o investimento anual total de US$ 940 bilhões (R$ 4,80 trilhões) não é teoricamente “inacessível”, mas serão gastos adicionais além dos planos de investimento existentes, inclusive em infraestrutura e defesa.

Como os preços de venda na China são mais baixos do que no Ocidente, a dissociação da economia chinesa levará a preços mais altos e ao crescimento da taxa básica de juros. Por exemplo, na Europa, os preços em determinados setores da economia podem subir de 1% a 2,5%.

Anteriormente, um jornal norte-americano escreveu que a Europa está se aproximando de uma guerra comercial com a China, temendo ameaças existenciais às suas indústrias devido ao influxo de produtos chineses baratos para o continente, relata a agência de notícias russa Sputnik.

Siga o canal Monitor Mercantil no WhatsApp:cnsegcnseg



Fonte Monitor Mercantil

Artigos relacionados

FMI defende reforma trabalhista regulada para impulsionar economia

Um novo estudo do Fundo Monetário Internacional, FMI, mostra que muitas economias do G20 enfrentam restrições ao crescimento...

5 filmes sobre encontros inesquecíveis entre duas mulheres

O amor entre duas mulheres já rendeu algumas das histórias mais delicadas, intensas e marcantes do cinema. Entre...