Unicef aponta riscos do uso precoce de inteligência artificial por crianças

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, indica que crianças e adolescentes estão adotando rapidamente ferramentas de inteligência artificial, IA, para seus estudos e recreação.

No entanto, o uso desprotegido dessa tecnologia expõe os menores a um mercado sem regulamentação e marcado por desigualdades. 

Taxa de adesão dispara

Segundo pesquisa do Unicef com dados coletados em 10 países, cerca de 20 milhões de crianças utilizam as ferramentas de IA.  Esse número representa uma taxa de adesão três vezes maior que a do público adulto.

O impacto vai além do entretenimento: aproximadamente 13 milhões usam a IA como suporte para os estudos e deveres de casa.

O Unicef afirma que mais de 2 milhões recorrem à IA em busca de conselhos contra preocupações.

Um terço das crianças entrevistadas contou ter receio de golpes e do uso da tecnologia para enganar pessoas ou espalhar desinformação.

Já 25% das crianças temem ter suas imagens ou vídeos manipulados para a criação de deepfakes de teor sexualmente explícito.

Domínio Público
Visualização de Inteligência Artificial combinando um esquema de cérebro humano com uma placa de circuito

Falta de regulamentação específica 

Por conta do ritmo veloz dos avanços tecnológicos na área, as crianças estão mais expostas a designs viciantes e a coleta de dados pessoais sem regulamentação específica.

Ainda não há evidências científicas sobre o impacto de longo prazo no desenvolvimento cognitivo e na dependência emocional.  

No cenário atual, o Unicef observa que uma geração inteira está crescendo como parte de um experimento global. 

Transparência e segurança

Uma das prioridades que a agência lista é o investimento em pesquisas sobre os impactos da IA no bem-estar infantil.

Também defendem que as ferramentas de IA sejam projetadas desde o início com transparência e segurança, permitindo que os jovens usufruam das oportunidades digitais de forma segura.

O Unicef espera o endurecimento de leis e mecanismos de responsabilidade corporativa, para interromper a exploração e o abuso sexuais facilitados por essa tecnologia.



Fonte ONU

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