Itamaraty contesta decisão dos EUA de taxar importações do Brasil

Compartilhar:

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota, nesta quarta-feira (3), contestando a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos de estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 59 países e a União Europeia, incluindo o Brasil. A justificativa dos estadunidenses é de que haveria falhas no combate ao trabalho forçado em produtos comercializados pelo país. Além do Brasil, também estão na lista: Argentina, Chile, China, Colômbia, Índia, Peru, Rússia, África do Sul, Inglaterra, Uruguai e Venezuela.

O governo brasileiro afirma que é lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de motivo para ações protecionistas unilaterais.

Nessa terça-feira (2), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos divulgou uma conclusão preliminar sobre a investigação da Seção 301 – mecanismo da lei norte-americana que permite investigar e retaliar países cujas práticas comerciais ou regulatórias são vistas como prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos.

Referência internacional

A nota divulgada pelo governo brasileiro menciona a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que reconhece há décadas o Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político. O documento cita a Lei de Reciprocidade, à qual o Brasil se reserva o direito de recorrer frente a situações de injustiça contra o Estado brasileiro.

Ainda de acordo com a nota, o Brasil forneceu manifestações escritas e explicações sobre o arcabouço legal nacional para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado. As autoridades aduaneiras do nosso país detêm competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que seja contrária à moral pública, aos bons costumes, à saúde pública ou à ordem pública.

A nota ressalta ainda que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) do Brasil segue à disposição para continuar a histórica e ativa cooperação com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos e reafirma a expectativa do governo de que as recomendações preliminares do órgão estadunidense não se convertam em tarifas efetivas.




Fonte Agência Brasil

Artigos relacionados

Como superar o Vale da Morte das startups SaaS

Aceleradora que atua com apoio hands-on aponta que o problema central das startups SaaS deixou de ser o...

Entenda o pedido de cassação apresentado por Lucas Jean após denúncia do Ministério Público envolvendo recursos da saúde em Rio do Sul

Pedido de cassação teve como base denúncia apresentada pelo Ministério Público Rio do Sul (SC) – Em 2025, Lucas...

Legado da Construção reúne lideranças do empreendedorismo e da construção civil em evento inédito

Com apoio do Sebrae e do Grupo Innova Steel, encontro pretende promover inovação, liderança, desenvolvimento humano, networking e...