Saab deve ampliar capacidade de produção de caças no Brasil caso venda para Ucrânia se concretize

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Empresa de aviação encontrou clareza no momento mais difícil, apostou em algumas áreas e conseguiu se reerguer. Crédito: Ariel Liborio (Edição)

ENVIADA ESPECIAL A LINKÖPING – A sueca Saab – que vem transferindo tecnologia para a Embraer produzir caças supersônicos em Gavião Peixoto (interior de São Paulo), deverá ampliar sua capacidade no Brasil se a Ucrânia concretizar a compra de até 150 aeronaves Gripen.

“Já começamos a analisar quais investimentos serão necessários para aumentar a capacidade. Vamos aumentar a produção na Suécia e no Brasil. E talvez investir em novas instalações de produção também, dependendo de quantos pedidos recebermos”, disse nesta segunda-feira, 1.º, o diretor de marketing do Gripen, Mikael Franzén.

Na semana passada, o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, e o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, anunciaram que Kiev pretende adquirir um lote inicial de até 20 caças Gripen modelos E e F. Na linha de produção que a Saab tem parceria com a Embraer, o Brasil produz os modelos E – a primeira unidade foi entregue no fim de março. Os contratos de venda para Kiev, no entanto, ainda não foram assinados.

O F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira Foto: Sargento Müller Marin/Força Aérea Brasileira

De acordo com Franzén, a produção atual da Saab é de cerca de 20 Gripens por ano. “O que estamos avaliando é expandir para 30, mas em alguns cenários podemos precisar ir além disso.” Para chegar às 150 unidades desejadas por Kiev, a companhia sueca deverá produzir em lotes.

As guerras na Europa e, mais recentemente, no Oriente Médio, alavancaram os negócios da empresa. Enquanto Ucrânia e Rússia, além de Israel, Estados Unidos e Irã, não chegam a acordos de paz, as vendas da Saab dobram.

Em 2021, um ano antes de a guerra na Ucrânia começar, a companhia vendeu 39,2 bilhões de coroas suecas (cerca de R$ 21 bilhões na cotação atual). No ano passado, foram 79,1 bilhões de coroas suecas (R$ 42,3 bilhões), o que significa uma alta de 102%.

A repórter viajou a convide da Saab.



Fonte ONU

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