Google discute acordo para levar IA ao setor militar dos EUA

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A Alphabet, controladora do Google, está em negociações com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para permitir o uso de seus modelos de inteligência artificial (IA) Gemini em ambientes com informações sigilosas. A informação foi publicada nesta quinta-feira (16) pelo site The Information, com base em duas fontes com conhecimento direto das conversas.

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Segundo o relatório, o acordo em discussão permitiria ao Pentágono utilizar a tecnologia do Google para todos os usos legais, ampliando a presença da empresa no setor governamental. As tratativas ocorrem em um contexto de crescente adoção de inteligência artificial por órgãos federais dos EUA, com foco em redução de custos e maior agilidade administrativa.

Pessoa segurando celular com logomarca do Gemini na tela; ao fundo, aparece o logotipo do Google
Gemini, IA do Google, pode passar a ser utilizada em ambientes com informações sigilosas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos – Imagem: Poetra.RH/Shutterstock

Proposta inclui restrições ao uso da IA

Durante as negociações, o Google teria sugerido a inclusão de cláusulas específicas para limitar a aplicação de seus sistemas. Entre os pontos propostos está a proibição do uso da IA em vigilância doméstica em massa e em armas autônomas sem controle humano adequado.

A inclusão dessas condições indica uma tentativa da empresa de estabelecer diretrizes para o uso responsável da tecnologia, mesmo em cenários sensíveis como operações militares e ambientes classificados.

Até o momento, nem a Alphabet nem o Departamento de Defesa responderam aos pedidos de comentário feitos pela Reuters sobre o possível acordo.

Estratégia amplia presença do Google no governo

Um eventual contrato com o Pentágono pode fortalecer os laços da Alphabet com o governo dos Estados Unidos, em um momento em que o país intensifica a incorporação de soluções baseadas em IA em suas operações internas.

A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo do governo norte-americano para modernizar processos, reduzir despesas e aumentar a eficiência administrativa por meio de novas tecnologias.

Mudança de nome do departamento está em discussão

Paralelamente às negociações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Departamento de Defesa passe a se chamar Departamento de Guerra. A mudança, no entanto, ainda depende de aprovação do Congresso para ser implementada.


Donald Trump falando
Donald Trump quer que o Departamento de Defesa do país seja chamado de Departamento de Guerra – Joshua Sukoff/Shutterstock
Ana Luiza Figueiredo

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Fonte Olhar Digital

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