
O petróleo opera com preços mistos nesta terça-feira (7), horas antes do fim do prazo dado por Donald Trump, previsto para esta noite, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz. O petróleo WTI, que serve de referência global, chegou a subir mais de 3% durante a manhã, mas reduziu a alta para cerca de 1% nesta tarde, a US$ 112,91. Já o Brent, que avançava 0,9% mais cedo, passa a cair 0,37% por volta das 15h30, para abaixo dos US$ 110.
Nas primeiras horas do dia, a commodity reagia a declaração de Trump afirmando que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. “Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, disse Trump em publicação na rede social Truth Social.
Horas depois, os preços reduziram o ímpeto após reportagem do site Axios afirmar que as negociações entre EUA e Irã teriam tido um sinal de avanço, após o envio de uma contraproposta iraniana melhor do que a Casa Branca esperava. A publicação, no entanto, afirmou que não haveria tempo de um acordo antes das 21h desta terça, quando termina o prazo dado por Trump – e reafirmado há pouco à Fox News.
Trump reforçou o ultimato de que as forças armadas dos EUA iriam atacar pontes e usinas de energia no Irã caso o Estreito de Ormuz não seja liberado até as 21h desta terça. Mesmo com forte tensão, o presidente dos EUA indicou que o governo iraniano estaria conduzindo negociações reais para resolver o impasse.
De acordo com informações obtidas pela Reuters, Washington e Teerã negociam uma estrutura para encerrar os ataques que já duram cinco semanas. O governo iraniano, porém, resiste à exigência de Donald Trump para uma liberação imediata do Estreito de Ormuz, que é essencial para a distribuição global de petróleo.
O portal Axios informou que o Irã descartou a oferta de trégua dos Estados Unidos e contra-atacou com um plano de 10 pontos. Entre as exigências estão o término definitivo das hostilidades, o fim das sanções econômicas, auxílio para reconstrução e o estabelecimento de um protocolo de segurança para o tráfego marítimo no Golfo.
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Como a guerra afetou o mercado
| Ativo | Preço em 27/02 | Preço hoje (15h) | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| Petróleo Brent (US$) | 72,87 | 110,25 | +51,30% |
| Petróleo WTI (US$) | 67,29 | 115,29 | +71,30% |
| Ibovespa (pontos) | 188.787 | 187.235 | -0,82% |
| PETR4 (R$) | 39,33 | 48,64 | +23,60% |
| S&P 500 (US$) | 6.878,88 | 6.583,95 | -4,28% |
Apesar da movimentação diplomática, as probabilidades de um consenso antes do prazo final continuam reduzidas. Ao comentar a contraproposta, Trump afirmou que “eles fizeram uma… proposta significativa. Não é boa o suficiente, mas deram um passo muito significativo. Veremos o que acontece.”
Apesar de o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz ter mostrado uma leve recuperação, com oito petroleiros transitando na última segunda-feira, os volumes ainda estão longe da normalidade.
Segundo a Citrini Research, que enviou um analista ao estreito no mês de março, o tráfego na região é maior do que o apresentado por dados de satélite, já que embarcações navegam sem transponders para evitar sanções. A casa, no entanto, relatou um clima de tensão também mais elevado do que o percebido pelo mercado, e passou a projetar um maior prêmio de risco para o petróleo diante da possibilidade de escalada do conflito.
FonteCâmara dos Deputados