A Volkswagen AG negou planos concretos de converter a produção de carros na sua fábrica em Osnabrück em uma produção para defesa antimíssil. A informação consta em uma nota enviada à redação do InfoMoney após pedido de informações.
“Nenhuma decisão concreta ou conclusão sobre a direção futura da fábrica foi tomada até o momento”, informou a companhia que ainda garantiu que a empresa “continuará descartando a produção de armas.”
A informação de que a Volkswagen estaria em negociações com a Rafael Advanced Defence Systems, de Israel, sobre um acordo que converteria a produção em uma das fábricas do grupo alemão de carros para defesa antimíssil foi publicada pelo jornal Financial Times.
De acordo com reportagem, as duas empresas estariam planejando transformar a já combalida planta de Osnabrück para fabricar componentes para o sistema de defesa aérea Domo de Ferro, do grupo estatal israelense. A conversão exigiria pouco investimento e seria algo “relativamente simples”, segundo fontes ouvidas pelo jornal. Com a mudança, a produção poderia começar em 12 a 18 meses, desde que os trabalhadores aceitem migrar para a fabricação de armamentos.
Ainda segundo a reportagem, se os planos forem adiante, as duas empresas poderiam preservar todos os 2.300 empregos na planta localizada no oeste da Alemanha, que estava sob ameaça de fechamento.
Em nota, a Volkswagen afirmou que não participa “de especulações relacionadas aos planos para a fábrica de Osnabrück”. E disse ainda que a planta, desenvolveu “vários conceitos de veículos para explorar potenciais oportunidades de mercado e perspectivas futuras”. E completou: “Se e em que medida isso levará a projetos concretos ainda está indefinido.”
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Confira abaixo a nota completa:
“A Volkswagen AG continuará descartando a produção de armas. Não participamos de especulações relacionadas aos planos para a fábrica de Osnabrück. Nos últimos meses, a fábrica da Volkswagen em Osnabrück desenvolveu vários conceitos de veículos para explorar potenciais oportunidades de mercado e perspectivas futuras. Se e em que medida isso levará a projetos concretos ainda está indefinido. Nenhuma decisão concreta ou conclusão sobre a direção futura da fábrica foi tomada até o momento.”
FonteAgência Brasil