Ouro fecha em baixa, com guerra reforçando perspectivas de Fed mais restritivo

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O ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, 9, pressionado pelas perspectivas de impactos com a recente guerra no Oriente Médio e a disparada nos preços do petróleo. O risco de inflação mais alta reforça a visão de que o Federal Reserve (Fed) adotará uma postura mais restritiva, o que afeta o ativo, uma vez que o metal dourado não rende juros.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em baixa de 1,07%, a US$ 5.103,7 por onça-troy. Já a prata para março teve alta de 0,29%, a US$ 84,52 por onça-troy.

“Em nossa opinião, os mercados de ouro refletem: a exclusão de cortes nas taxas de juros pelo Fed, em consonância com o impacto histórico atípico que as guerras tiveram sobre a política monetária; a redução das compras de ouro por países do Oriente Médio; e o posicionamento do ouro, que deixou de ser um ativo marginal e agora é detido pela grande maioria dos investidores institucionais”, aponta o TD Securities.

Viva do lucro de grandes empresas

O banco de investimentos canadense ressalta que a ampla gama de participações no metal resulta da estratégia de desvalorização cambial, que pode ser desafiada pela perspectiva de exclusão de cortes de juros pelo Fed no horizonte.

Ainda, os embarques de ouro em Dubai foram interrompidos devido ao conflito em curso, deixando cargas retidas e forçando os negociadores a venderem o metal com grandes descontos para liquidar seus estoques, informou a Bloomberg. As interrupções ocorrem após o fechamento parcial do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos em meio ao aumento das tensões regionais. Embora alguns carregamentos de ouro tenham conseguido sair de Dubai desde meados da semana, vários outros permanecem atrasados, criando gargalos logísticos em um dos centros de negociação de ouro mais importantes do mundo.

Enquanto isso, o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, confirmou que um carregamento de ouro da Venezuela avaliado em US$ 100 milhões chegou aos Estados Unidos na sexta-feira, 6, dias depois de se reunir com a presidente interina Delcy Rodríguez.



FonteCâmara dos Deputados

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