Google vs. Nvidia: a estratégia bilionária para dominar os chips de IA

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A gigante das buscas quer transformar seus próprios processadores em uma alternativa real ao domínio absoluto da Nvidia no mercado de IA

Google VS Nvidia
Imagem: Evolf / Shutterstock

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Não é segredo para ninguém que a Nvidia hoje é a “dona da bola” quando o assunto são os potentes processadores que fazem a inteligência artificial funcionar. Mas o Google não está disposto a ficar apenas assistindo. A gigante das buscas está usando seu enorme poder financeiro para tentar mudar esse jogo e popularizar seus próprios chips, conhecidos internamente como TPUs.

O plano: investir para crescer

Em vez de apenas tentar vender seus chips da forma tradicional, o Google está adotando uma tática agressiva: financiar quem usa ou distribui sua tecnologia. Segundo informações exclusivas do The Wall Street Journal, a empresa está em negociações para investir cerca de US$ 100 milhões na Fluidstack, uma startup de computação em nuvem.

O objetivo é simples: ao ajudar essas empresas menores a crescerem, o Google garante que elas ofereçam seus chips (os TPUs) para outros clientes, criando uma alternativa real ao domínio da Nvidia.

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A estratégia vai além das startups de tecnologia pura. O Google também tem oferecido suporte financeiro para empresas que antes eram focadas em minerar criptomoedas, como a Hut 8 e a TeraWulf.

Como essas companhias já possuem grandes centros de processamento de dados, o Google quer que elas adaptem essas estruturas para rodar inteligência artificial usando a tecnologia da casa.

Apesar do fôlego financeiro, a jornada não é simples. O WSJ destaca alguns obstáculos importantes que o Google enfrenta:

  • Fila de produção: as fábricas que produzem esses chips estão superlotadas e, muitas vezes, dão prioridade para a Nvidia, que é uma cliente maior e mais antiga.
  • Concorrência entre gigantes: outras grandes empresas, como a Amazon, preferem desenvolver seus próprios componentes em vez de usar os do Google, já que são competidoras diretas no mercado de nuvem.
  • Dependência interna: ironicamente, o próprio serviço de nuvem do Google ainda depende bastante dos chips da Nvidia para atender seus clientes.

Para mostrar que está levando o projeto a sério, o Google promoveu recentemente Amin Vahdat, o principal responsável pelo desenvolvimento de seus chips, para reportar diretamente ao CEO, Sundar Pichai. Além disso, a empresa já lançou a sétima geração de seu chip, batizada de Ironwood, focada especificamente em tornar as respostas das IAs (como o Gemini) mais rápidas e eficientes.


Layse Ventura

Editor(a) SEO

Layse Ventura é jornalista (Uerj), mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento (Ufsc) e pós-graduada em BI (Conquer). Acumula quase 20 anos de experiência como repórter, copywriter e SEO.




Fonte Olhar Digital

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