o que esperar da América Latina no segundo semestre

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A América Latina entra no segundo semestre de 2026 com um panorama macroeconômico mais favorável do que muitos mercados emergentes.

A inflação está projetada para cair, as políticas monetárias ganharam credibilidade e as forças globais estão direcionando fluxos de capital para a região.

No entanto, o panorama está longe de ser homogêneo, o que é um ponto-chave para compreender as oportunidades e os riscos da segunda metade do ano.

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Um crescimento que esconde realidades distintas

O crescimento regional permanece moderado pelos padrões históricos, com projeções de consenso apontando para uma expansão próxima a 2% para este ano, com uma melhoria para 2,5% em 2027 e 2028.

Mas a verdadeira história não está na média: está na divergência entre países. Essa diferenciação determina em grande medida onde as oportunidades podem surgir.

O Brasil cresce moderadamente, apoiado pela agricultura, pela energia e pela gradual distensão monetária, embora persistam preocupações fiscais.

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O México enfrenta um panorama mais fraco, em que a incerteza em torno da revisão do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) pesa sobre o cenário de investimentos, embora a integração industrial do país esteja avançando.

O Peru se destaca com uma expansão acelerada na mineração, impulsionado por preços recordes do cobre. O Chile se beneficia do investimento renovado em mineração e infraestrutura.

A Colômbia permanece limitada pela incerteza fiscal, enquanto a Argentina mostra sinais de melhoria à medida que suas reformas econômicas avançam.

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Leia também: Mercados emergentes: a resiliência em tempos de choque

Inflação, juros e políticas monetárias seguem caminhos diferentes

Em termos de inflação, a América Latina está à frente dos mercados desenvolvidos no ciclo de taxas de juros. A inflação regional — excluindo a Argentina — converge para 3,5% em 2028.

No entanto, os caminhos das políticas monetárias divergem: Brasil e Colômbia mantêm vieses relativamente restritivos, Chile e Peru já concluíram, em grande parte, seu processo de normalização, com taxas próximas ao nível neutro, e o ciclo de baixa do México parece ter concluído diante de uma persistente inflação de serviços e da incerteza externa.

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Os ativos estratégicos da região ganham relevância

Em um contexto global marcado pela escassez de energia, capital e minerais críticos — como aponta o 2026 Midyear Global Outlook, da BlackRock —, a região ocupa uma posição singular.

Chile, Peru, Argentina e Brasil contam com ativos estratégicos em um mundo que compete intensamente por recursos escassos vinculados à transição energética e à expansão da infraestrutura associada ao desenvolvimento da inteligência artificial.

O que observar no segundo semestre

O balanço de riscos permanece inclinado para a política interna e os choques externos.

A eleição presidencial no Brasil, a transição política no Peru e na Colômbia, e as negociações comerciais na América do Norte podem moldar a confiança dos investidores tanto ou mais do que os fundamentos macroeconômicos.

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A credibilidade fiscal continua sendo o principal diferenciador entre países.

Para investidores, o cenário reforça a importância de uma abordagem seletiva por país, setor e ativo, priorizando economias com estruturas políticas sólidas, retornos reais atraentes e exposição a grandes temas estruturais globais.

Neste contexto, destacam-se alguns mercados de renda fixa em moeda local, como Brasil, Colômbia e México. Em renda variável, destacam-se setores vinculados a minerais críticos, infraestrutura energética e cadeias de suprimentos industriais.



FonteAgência Brasil

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