‘Ponte chinesa’: competição de chinês, uma ponte de intercâmbio

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Ponte chinesa (foto de Hou Tianze, Diário do Povo)

A 25ª edição do Concurso da Etapa Brasileira de Proficiência em Chinês “Ponte Chinesa” para Estudantes Universitários Estrangeiros e a 19ª edição do Concurso de Proficiência em Chinês “Ponte Chinesa” para Estudantes do Ensino Médio Estrangeiros foram realizadas recentemente na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). O concurso reuniu 42 participantes de destaque de 15 Institutos Confúcio e instituições de ensino de língua chinesa no Brasil, que competiram entre si ao longo de dois dias.

Coincidindo com o “Ano Cultural Brasil-China”, o concurso “Ponte Chinesa” deste ano não é apenas uma competição de proficiência em chinês, mas também um evento importante para promover o entendimento mútuo entre jovens chineses e brasileiros e aprofundar os intercâmbios culturais entre os dois países.

Na cerimônia de abertura, uma soprano chinesa apresentou uma interpretação poderosa e emocionante de “Eu te amo, China”, enquanto jovens brasileiros tocaram a peça folclórica chinesa “Corrida de Cavalos” no violino, criando uma bela fusão de música e arte oriental e ocidental.

Há muitos anos, a “Ponte Chinesa” serve como um elo, conectando inúmeros jovens brasileiros com a China. O jovem brasileiro Vinicius Dias Costa (Li Sicheng, nome em chinês) estudou chinês no Instituto Confúcio da PUC-RJ. Após concluir três anos de estudo sistemático do idioma, ele prosseguiu seus estudos na Universidade de Hebei por 10 meses. Atualmente, Vinicius é professor de português na Universidade de Hebei, utilizando ativamente suas habilidades linguísticas para promover o intercâmbio entre o Brasil e a China.

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“O concurso ‘Ponte Chinesa’ e o Instituto Confúcio se tornaram um polo para fortalecer o entendimento mútuo entre jovens brasileiros e chineses. Cada vez mais jovens brasileiros encontram plataformas mais amplas para o desenvolvimento após aprenderem chinês”, disse Leonardo Bérenger, diretor brasileiro do Instituto Confúcio da PUC-RJ.

Os participantes deste concurso não se concentraram apenas na rica cultura tradicional chinesa, mas também no presente e no futuro da China.

Mateus Oliveira de Andrade, um participante da região amazônica, é apaixonado por instrumentos musicais tradicionais chineses, como o erhu, a flauta e a suona. Ele espera ter a oportunidade de visitar a China e conhecer de perto a terra que nutre a estética oriental. A participante Aryana Alves de Melo Souza se interessa por técnicas da medicina tradicional chinesa, como massagem e acupuntura. Ela espera aprender mais sobre ambas para ajudar pacientes a aliviar suas dores. Além disso, artes marciais, trajes étnicos e poesia antiga também se tornaram pontos de partida para muitos jovens brasileiros aprenderem chinês.

O desenvolvimento tecnológico da China contemporânea também atrai profundamente os participantes. Júlia Helena Celestino ficou cativada pelas apresentações de robôs na gala do Festival do Ano Novo Chinês. Os movimentos ágeis do robô, imitando a postura de boxeador nocauteado ao cair e se levantar, a emocionaram profundamente. Ela comentou: “Aprender chinês me dá a sensação de estar tocando o futuro; espero estudar tecnologia de inteligência artificial na China”.

Catharine Toso Taques, uma entusiasta da programação, observou a rápida popularização de tecnologias emergentes na China e reconheceu que “o significado da tecnologia é melhorar a vida das pessoas”. Ela planeja estudar engenharia de software na China, aproveitando sua experiência com o aprendizado do idioma.

Professores de chinês experientes e espectadores locais que participaram ou assistiram à competição acreditam que a proficiência em chinês dos participantes está melhorando constantemente e que a competição “Ponte Chinesa” está se tornando cada vez mais popular. Isso reflete vividamente o crescente entusiasmo pelo idioma chinês no Brasil.

Os dados mostram que o Brasil possui atualmente 14 Institutos Confúcio e 1 Centro de Desenvolvimento de Ciências Agrícolas e Chinesas, abrangendo o Distrito Federal e 12 estados. Em 2025, cerca de 20.000 alunos estariam matriculados nos Institutos Confúcio no Brasil, que oferecem 1.100 cursos de língua chinesa e realizam mais de 500 atividades linguísticas e culturais, alcançando mais de 200.000 pessoas.

Chen Mo, Conselheiro de Educação da Embaixada da China no Brasil, afirmou que o desenvolvimento dos Institutos Confúcio no Brasil é caracterizado por um sistema de ensino de língua chinesa cada vez mais completo, com características e destaques distintos, aprofundamento contínuo dos intercâmbios culturais e cooperação interinstitucional cada vez mais prática, estabelecendo uma base sólida para os intercâmbios culturais sino-brasileiros e contribuindo positivamente para o desenvolvimento das relações bilaterais.

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Fonte Monitor Mercantil

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