reforma tributária sobre o IVA traz ventos favoráveis para shoppings

Compartilhar:

As mudanças esperadas sobre o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) com a reforma tributária, acenderam um sinal verde para o setor de administradoras de shoppings centers. De acordo com o JPMorgan, com a reforma, o setor deverá ter menores impostos sobre receitas, créditos de IVA e o fim do PIS/Cofins sobre receitas financeiras.

Com esse cenário positivo, o banco atualizou as estimativas para Allos (ALOS3), Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTI3), elevando o preço-alvo para o final de 2026. Em média, a alta foi de 8%. Em valores atualizados, o Iguatemi agora tem preço-alvo de R$ 36,0, Allos tem R$ 40,0 e Multiplan, R$ 42,0.

A Allos segue como a preferência do banco. Apesar da companhia não ser a mais beneficiada pela reforma do IVA, os analistas seguem apostando em seu nível de rendimento de dividendos.

Continua depois da publicidade

A estimativa de dividend yield (dividendo sobre o preço das ações) da companhia está em cerca de 12% para este ano. De acordo com os analistas, esse mesmo nível deve se manter ao longo de 2027 e 2028. Com a tese fundamentada nos desinvestimentos e na taxa de capitalização, a projeção do banco ainda considera um potencial de alta.

De maneira geral, o JP manteve a recomendação overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para o setor, com potencial de valorização de cerca de 33-36%. O banco prevê que, durante os balanços do primeiro trimestre de 2026, as empresas sigam reportado expansões anuais na receita bruta.

Analisando por empresa, o JP estima que apenas a Multiplan deverá mostrar uma contação de dois dígitos no fluxo de caixa operacional do setor imobiliário. De acordo com os analistas, esse resultado reflete níveis mais elevados de alavancagem e uma taxa Selic mais alta.

Apesar da reforma tributária começar apenas em 2027 e das incertezas que ainda rondam as mudanças sobre o IVA, o banco espera que haja, dentre as mudanças, uma diferença na tributação da receita bruta. Além disso, um potencial de geração de créditos de IVA provenientes de IBS e CBS pagos sobre produtos/serviços intermediários.

A estimativa para 2027-2028, projeta um potencial de alta de 6-8% acima do consenso, em termos de top-line e Ebitda para Multiplan e Allos, após incorporação da reforma. Para Iguatemi, as expectativas vão para 3-6% acima do consenso em termos de Ebitda, provavelmente, devido à melhora de margens.

Para o setor, o banco ainda vê um potencial de expansão de múltiplos, considerando que as taxas reais no Brasil estão em 7,5%, contra a média de 10 anos em 5,3% e níveis pré-COVID-19 de 3,5%. Com ações negociando a 10–12x P/FFO (Preço/FFO – fluxo de caixa operacional) projetado para os próximos 12 meses.

Continua depois da publicidade

Taxas reais de juros

Apesar do impacto positivo da reforma do IVA nos resultados do setor, o desempenho do setor permanece altamente correlacionado às taxas reais de juros. Por este motivo, o JPMorgan espera alguma volatilidade no curto prazo, ao menos até ser possível ter maior clareza sobre o ciclo de afrouxamento monetário no Brasil.

Os modelos do banco têm utilizado a projeção da equipe econômica do JP Morgan para a Selic em 11,75% no final de 2026 e 10,0% no final de 2027. Ao mesmo tempo, o mercado tem precificando cortes adicionais de apenas 50 pontos-base (bps).



FonteCâmara dos Deputados

Artigos relacionados

Falha no Chrome mantém JavaScript ativo mesmo após fechamento do navegador

Pesquisadores de segurança alertaram nesta semana sobre um problema grave no Chromium que permite que códigos JavaScript continuem...

Festa da Cachaça de Itarantim consolida tradição cultural e fortalece economia regional no sudoeste baiano

Realizada anualmente em Itarantim, a Festa da Cachaça combina cultura nordestina, turismo, música e culmina com o aniversário...