Resumo da notícia
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Bitcoin testa suporte de US$ 65 mil com pressão macro global.
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Analistas apontam risco de queda até US$ 60 mil.
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Dólar forte e cautela limitam fluxo para ativos de risco.
11h30
Marco Aurélio, CIO Vault Capital
A semana concentra alguns eventos que, na nossa leitura, são os mais relevantes para o mercado no curto prazo.
Primeiro, os palestrantes do Fed. Embora a ata do FOMC divulgada na semana passada tenha deixado o direcionamento relativamente claro, o mercado continua atento a qualquer nuance no discurso. Pequenas mudanças de tom podem alterar expectativas sobre juros e liquidez.
Temos também o PPI, que pode ajudar a recalibrar a leitura após o PCE que surpreendeu e abalou expectativas recentes. O mercado busca entender se a pressão inflacionária.
Outro ponto importante é o resultado da Nvidia. O desempenho da companhia pode aliviar ou intensificar o debate recente sobre uma possível bolha em IA. Dependendo da direção e das margens, o mercado pode reagir com alívio ou aprofundar a cautela vista nas últimas semanas.
No Bitcoin, a estrutura permanece clara. O put wall retornou para 60k, enquanto 65k continua relevante como suporte importante. Entre esses níveis, construiu-se uma zona importante em 62k, que ganhou peso técnico.
Para começar a construir uma base mais sólida, o mercado precisa se manter acima de 68k, transformando esse nível em suporte consistente. A partir daí, o próximo alvo natural é 70.700, antes de voltarmos a testar o call wall.
Há ainda um ponto adicional relevante: no dia 27, ocorre um vencimento significativo de opções, com liberação próxima de 31% do gamma. Isso reduz as travas mecânicas que hoje sustentam certas regiões estruturais. O efeito é duplo: o preço pode ganhar liberdade tanto para movimentos de alta quanto para quedas mais rápidas. A proteção estrutural atual pode não permanecer intacta após essa liberação.
Além dos eventos econômicos e corporativos, seguimos monitorando a evolução das tarifas e a escalada entre Irã e Estados Unidos. O componente geopolítico continua atuando como variável externa de risco.
A combinação de macro, resultados corporativos, vencimento relevante de opções e tensão internacional torna esta uma semana volátil.
11h20
Guilherme Fais – head de finanças da NovaDAX.
O Bitcoin inicia a semana ainda pressionado por um ambiente macro restritivo, com juros elevados nos Estados Unidos e dólar forte limitando o apetite global por ativos de risco. No campo técnico, o ativo permanece em tendência de baixa no gráfico diário e sem sinais claros de reversão, o que sugere continuidade de consolidação no curto prazo. Analistas projetam que o BTC deve oscilar entre aproximadamente US$ 62 mil e US$ 72 mil nos próximos dias, refletindo a tentativa do mercado de encontrar equilíbrio após a forte queda recente.
A faixa projetada se baseia na região onde o preço formou suporte após a última liquidação, próxima de US$ 60 mil a US$ 62 mil, e na zona de resistência entre US$ 70 mil e US$ 72 mil, que coincide com antigos níveis de negociação perdidos e com a proximidade das médias móveis descendentes. Enquanto permanecer abaixo dessas referências e sob influência de condições financeiras globais restritivas, o cenário mais provável para o Bitcoin segue sendo de lateralização com viés levemente negativo ao longo da semana.
11h
Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin
O Bitcoin vinha sustentando a região entre US$ 67 mil e US$ 68 mil ao longo da semana passada, mas, na abertura das bolsas asiáticas, ocorreu um movimento mais intenso de recuo. No último dia, a queda foi de cerca de 2,6%, acompanhada por perdas nas principais altcoins. O XRP foi o ativo que menos caiu entre os maiores do mercado, enquanto a Solana se destacou negativamente no top 10, com recuo superior a 5%.
Os volumes do dia mostram atividade relevante, mas no acumulado semanal permanece uma dinâmica predominante de vendas. Isso reforça a leitura de que o mercado atravessa um momento de medo elevado, possivelmente no meio de um bear market com lateralização prolongada, fortemente impactado por fatores geopolíticos.
O principal gatilho recente foi a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que barrou as tarifas impostas por Donald Trump no ano passado. A possibilidade de reembolso de aproximadamente US$ 175 bilhões gerou forte incerteza. Embora Trump esteja buscando alternativas legais para manter parte das tarifas, a necessidade de aprovação pelo Congresso, especialmente em ano de midterms, adiciona volatilidade política ao cenário.
Além disso, permanecem elevadas as tensões entre Estados Unidos e Irã. O risco de escalada militar, somado às negociações sobre enriquecimento de urânio, mantém os mercados globais em alerta. Como reflexo direto desse ambiente, o ouro voltou a ganhar força e ultrapassou novamente a faixa dos US$ 5.100 por onça, em um movimento típico de busca por proteção.
No campo macroeconômico, a expectativa para a política monetária segue cautelosa. O mercado ainda precifica manutenção dos juros nas próximas reuniões, com baixa probabilidade de corte já em abril. A projeção predominante continua sendo de dois cortes mais adiante, o que indica que não deve haver um impulso relevante de liquidez no curto prazo para o mercado cripto.
Nos ETFs de Bitcoin, a última semana marcou a quinta sequência de saídas líquidas, acumulando cerca de US$ 315 milhões negativos no período. Apesar de uma entrada pontual de US$ 88 milhões na sexta-feira, o fluxo estrutural segue de redução de exposição. O Ethereum apresentou desempenho proporcionalmente mais fraco nos ETFs, enquanto produtos ligados à Solana e ao XRP registraram entradas pequenas, porém constantes.
Do ponto de vista técnico, o cenário de curto prazo permanece delicado. O Bitcoin rompeu um suporte importante na região dos US$ 66.700 e pode buscar a faixa dos US$ 61 mil caso a pressão vendedora continue. Já o Ethereum está mais próximo de um suporte relevante em torno dos US$ 1.800, e os indicadores semanais sugerem que, apesar da pressão no curto prazo, pode haver tentativa de recuperação nas próximas semanas.
A leitura geral é que o mercado cripto está sendo guiado muito mais por fatores macroeconômicos e geopolíticos do que por fundamentos internos neste momento. Enquanto persistirem as incertezas tarifárias, eleitorais e militares, a tendência é de manutenção de volatilidade elevada e fluxos mais defensivos.
No curto prazo, o cenário exige cautela. No longo prazo, níveis de suporte passam a ganhar relevância estratégica em meio a um ambiente de medo acentuado.
10h30
Guilherme Prado, country manager da Bitget
O Bitcoin segue pressionado em meio ao aumento da incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos. A escalada das tarifas reduziu o apetite por risco e impactou mercados como ações e outros ativos mais sensíveis ao cenário macro. Com o temor de desaceleração do crescimento global e condições de liquidez mais restritas, investidores têm diminuído exposição a ativos mais voláteis, movimento reforçado pela venda por parte de grandes detentores.
Do ponto de vista técnico, o BTC permanece acima dos US$ 66 mil, mas ainda bem abaixo das principais médias móveis — com a EMA de 50 dias em US$ 77.427, a de 100 dias em US$ 84.845 e a de 200 dias em US$ 92.085 — o que mantém o viés estrutural fragilizado. O RSI diário em 34 indica que o momentum baixista ainda predomina.
Nesse contexto, o ativo tende a seguir operando de forma lateral a levemente pressionada no curto prazo, com o suporte em US$ 64.291 como nível-chave para conter novas quedas e evitar um movimento mais acentuado em direção aos US$ 60 mil. O cenário segue de cautela, com o macro ditando o ritmo do mercado.
10h
Sarah Uska, Analista de Criptoativos do Bitybank
Na última semana, o mercado cripto oscilou em meio a um cenário macro mais sensível, com o Bitcoin chegando a negociar abaixo de US$ 65.000 antes de retornar para a faixa de US$ 66.000, acumulando queda próxima de 3,8% no período. Já o Ethereum recuou cerca de 3,1%, orbitando a região de US$ 1.900.
Parte desse movimento ocorreu em paralelo ao aumento das incertezas em torno das tarifas defendidas por Donald Trump nos Estados Unidos. A proposta de ampliação de tarifas sobre importações voltou ao centro do debate econômico, gerando preocupação sobre possíveis impactos inflacionários e efeitos sobre o crescimento, ainda em um ambiente de discussões políticas e jurídicas sobre os limites dessa política comercial. Esse cenário adicionou volatilidade aos ativos de risco globais.
Do lado institucional, dados compilados pela Farside Investors mostram que, entre 17 e 20 de fevereiro, os ETFs à vista de Bitcoin registraram saídas líquidas acumuladas próximas de US$ 316 milhões, considerando três sessões consecutivas de resgates que somaram cerca de US$ 404 milhões, parcialmente compensadas por uma entrada de aproximadamente US$ 88 milhões no dia 20.
Nos ETFs de Ethereum, o fluxo também foi predominantemente negativo na semana, com saídas concentradas especialmente nos dias 18 e 19, superando as entradas pontuais e mantendo o saldo agregado no campo negativo. Esse comportamento reforça o ambiente mais cauteloso observado no mercado.
No campo on-chain, as reservas de Bitcoin nas exchanges apresentaram aumento ao longo da semana, enquanto o preço perdia tração, sinalizando maior disponibilidade de oferta no curto prazo. Esse movimento, combinado com sentimento ainda em nível de medo extremo, indica um mercado sensível, no qual oscilações são amplificadas por fluxos institucionais e pelo noticiário macroeconômico.
Para os próximos dias, o comportamento dos fluxos em ETFs e a dinâmica das reservas em exchanges devem continuar sendo vetores importantes para medir pressão compradora ou vendedora. Se houver estabilização nas saídas institucionais e redução da oferta disponível nas corretoras, pode haver espaço para recuperação técnica. Caso contrário, a volatilidade tende a permanecer elevada, exigindo postura seletiva e rigor na gestão de risco.
O cenário macroeconômico internacional, especialmente nos Estados Unidos, deve continuar sendo observado com atenção redobrada.
6h40
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 23/02/2026, está cotado em R$ 340.779,10. O preço do BTC voltou a cair e testar o suporte de US$ 65 mil que vem segurando a negociação lateral no mês e impedindo uma queda ainda maior.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados asiáticos operaram em baixa, pressionados pelo fortalecimento do dólar e por um ambiente de cautela antes de importantes dados econômicos nos Estados Unidos.
Além disso, o índice MSCI Asia-Pacific recuou, enquanto investidores reduziram exposição a ativos de risco diante de incertezas sobre inflação e próximos passos do Federal Reserve. O petróleo manteve ganhos recentes por conta de tensões geopolíticas, enquanto metais preciosos oscilaram sem direção clara.
O sentimento geral foi de posicionamento defensivo, com fluxos direcionados para dólar e renda fixa. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 64.500, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. O fortalecimento do dólar e o ambiente de cautela macro tendem a limitar fluxos para ativos voláteis como o BTC. Além disso, a expectativa por novos dados econômicos nos EUA reduz a disposição de investidores em assumir risco direcional significativo. Dessa forma, o Bitcoin deve permanecer em consolidação na faixa de US$ 64.000~67.500, com maior probabilidade de pressão leve para baixo caso o dólar continue se fortalecendo.
Bitcoin análise técnica
Manish Chhetri, analista da FXStreet, afirma que o preço do Bitcoin tem se consolidado em uma faixa entre US$ 65.729 e US$ 71.746 desde 7 de fevereiro. Nesta segunda-feira, o BTC caiu abaixo da faixa de consolidação inferior e está sendo negociado a US$ 64.700.
Se o BTC fechar abaixo do nível de consolidação inferior em US$ 65.729 em uma base diária, poderá estender a queda em direção ao nível de suporte chave em US$ 60.000.O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 31, aproximando-se da zona de sobrevenda, o que indica um forte movimento de baixa. As linhas de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) estão convergindo, indicando indecisão entre os investidores.

Por outro lado, segundo o analista, se o BTC continuar a encontrar suporte em torno da faixa de consolidação inferior em US$ 65.729, poderá estender o avanço em direção à faixa de consolidação superior em US$ 71.746.
Já Mike Ermolaev, analista e fundador da OutsetPR, destacou que durante esta queda de fevereiro, o indicador Market Cap vs. Realized Cap atingiu -0,0016 (dados on-chain), após o Bitcoin já ter fechado abaixo da AVWAP ancorada no último halving no timeframe semanal (ação do preço).
“A última vez que uma confluência baixista semelhante foi observada após um ATH (máxima histórica) foi em maio de 2022. Portanto, devemos testar US$ 60 mil antes de atingir o fundo e iniciar a recuperação
Vivien Lin, Chief Product Office da BingX, a queda atual não muda o cenário de perspectivas de longo prazo. As narrativas envolvendo stablecoins e DeFi estão migrando de uma busca por rendimentos especulativos para uma adoção mais institucional. Exchanges e custodians estão lançando produtos estruturados de “yield em DeFi”, direcionando stablecoins para cofres auditados e mercados de crédito on-chain, criando liquidez descentralizada dentro de estruturas que atendem a padrões institucionais.
Ao mesmo tempo, títulos públicos dos EUA tokenizados já superam US$ 10 bilhões em valor, oferecendo rendimentos de 3,15% ou mais em sete dias. Esses ativos deixaram de ser apenas mantidos de forma passiva e passaram a ser utilizados ativamente como colateral em serviços de crédito e liquidez no DeFi.
Ela também aponta que gestoras como WisdomTree e VanEck, além de parceiros como Circle e Securitize, estão posicionando fundos tokenizados e produtos equivalentes a caixa como blocos híbridos de construção, capazes de integrar tanto portfólios regulados quanto protocolos DeFi. A distância operacional entre finanças on-chain e renda fixa tradicional está diminuindo.
Do lado regulatório e institucional, ativos digitais passam a ser vistos como parte do sistema financeiro central, e não mais como um elemento periférico. Grandes bancos estão avançando além de projetos-piloto, emitindo tokens de depósito e incorporando sistemas de liquidação tokenizada em processos de liquidez transfronteiriça.
Segundo Lin, Wall Street oferece renda baseada em cripto por meio de títulos públicos tokenizados, fundos de mercado monetário e outros ativos reais em formatos familiares e compatíveis com regulação. Nos bastidores, o DeFi viabiliza financiamento garantido e reutilização de colateral, enquanto investidores acessam produtos com aparência semelhante à renda fixa tradicional.
O mercado desta semana conta uma história em duas camadas. Na superfície, Bitcoin e Ethereum consolidam após o choque de fevereiro, com posicionamento cauteloso e preços presos em faixas laterais. Por baixo, colateral tokenizado, trilhos institucionais de DeFi e integração com finanças tradicionais seguem acelerando. Os preços podem estar digerindo a volatilidade, mas a infraestrutura continua avançando de forma consistente.
Portanto, o preço do Bitcoin em 23 de fevereiro de 2026 é de R$ 340.779,10. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0029 BTC e R$ 1 compram 0,0000029 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 23 de fevereiro de 2026, são: Pipin (PIPIN), Kite (KITE) e Just (JST), com altas de 23%, 12% e 3% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 23 de fevereiro de 2026, são: Pump.fun (PUMP), Layer Zero (ZRO) e Solana (SOL) com quedas de -8%, -7,52% e -7,3% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente – cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado “corrente de blocos” (block – bloco, chain – corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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Fonte UOL