Instrumentos financeiros geram valor a partir da bioeconomia na Amazônia

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A Amazônia, com sua biodiversidade única, é um território natural para a agenda que está em debate na COP-30, em Belém (PA). Isso porque, após o território ter sido tratado como patrimônio natural baseado na extração por décadas, ele começa a ser reconhecido como um ativo econômico estratégico.

O extrativismo passou a ganhar valor agregado e a biodiversidade, do carbono armazenado e dos saberes tradicionais, virou finanças sustentáveis. Como reflexo desse novo paradigma, a bioeconomia movimenta bilhões de reais em produtos, serviços e tecnologias que têm origem na floresta.

Para contribuir com esse movimento, o banco cria instrumentos que transformam preservação em prosperidade – mecanismos que fazem da floresta em pé uma verdadeira moeda do futuro. Por meio de linhas de crédito, garantias e novos instrumentos financeiros, o banco fomenta negócios que preservam e regeneram o bioma, transformando o capital em ferramenta de impacto positivo.

“A floresta em pé tem valor econômico, social e ambiental. O papel do crédito é transformar esse valor em oportunidade real para quem vive na Amazônia”, afirma Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia.

Com parcerias internacionais com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e a Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Alide), a instituição está abrindo caminhos para o capital global investir na floresta com segurança e impacto mensurável.

O Banco da Amazônia adota metodologias de avaliação de impacto que mensuram não só o retorno financeiro, mas também indicadores de preservação, inclusão e redução de emissões. Essas métricas seguem padrões internacionais, como as normas IFRS S1 e S2, e garantem que cada real aplicado tenha rastreabilidade e transparência. O resultado é um modelo de governança que fortalece a confiança de investidores e demonstra que a Amazônia pode ser, ao mesmo tempo, rentável e regenerativa.

Para Fábio Maeda, diretor de Riscos e Controle do banco, as medidas da instituição seguem a mesma direção da busca mundial de empresas e governos para compensar emissões, financiar restauração e investir em cadeias produtivas sustentáveis. “Estamos criando os alicerces de uma economia que transforma carbono, biodiversidade e conhecimento tradicional em valor financeiro e social”, destaca Maeda.

Os novos instrumentos da economia verde

Para transformar o potencial da Amazônia em resultado, o banco tem desenvolvido mecanismos financeiros de nova geração, alinhados às melhores práticas internacionais.

Entre eles, estão:

  • CPR Verde (Cédula de Produto Rural Verde) – instrumento que remunera produtores que adotam práticas sustentáveis, como reflorestamento, agrofloresta e manejo de baixo carbono.
  • Amazon Bond (título verde em estudo) – captação de recursos internacionais para financiar projetos de bioeconomia, energia limpa e infraestrutura verde na região.
  • Linhas de crédito para bioinovação – financiamento de startups e empreendimentos de base florestal, com foco em biocosméticos, alimentos funcionais e insumos de origem natural.
  • Fundo Verde de Desenvolvimento – carteira voltada à regeneração ambiental e à inclusão produtiva de comunidades tradicionais.

Esses instrumentos formam o que o banco chama de “ecossistema de finanças sustentáveis da Amazônia” – um conjunto de soluções que conectam investidores, produtores e comunidades, criando um círculo de desenvolvimento.



Fonte ONU

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