Veículos elétricos podem dobrar empregos no Brasil até 2050, revela estudo

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Até 2050, o número de novos empregos no Brasil poderá dobrar por causa da produção local de veículos elétricos, conhecidos como VE.

A aposta é baseada em um estudo apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, e realizado pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo, Icct.

Transição energética justa

A maior parte do crescimento projetado do emprego concentra-se no setor de serviços incluindo técnicos, engenharia, logística e comércio adicionados a segmentos de manufatura com produção de automóveis, máquinas e equipamentos elétricos

Segundo pesquisadores da Universidade de Campinas, Unicamp, e Universidade de São Paulo, USP, que participaram do estudo, a criação de empregos é impulsionada principalmente pelo aumento da demanda agregada e pela expansão de indústrias como a de baterias e componentes elétricos.

A análise inclui investimentos na fabricação de baterias e na capacitação da força de trabalho para a eletromobilidade que podem impulsionar uma transição energética justa, ao mesmo tempo em que aceleram o desenvolvimento de uma nova cadeia de valor industrial.

Carro elétrico sendo carregado em uma garagem.

© Unsplash/Michael Fousert

Carro elétrico sendo carregado em uma garagem.

Comércio exterior

Com mais consumidores optando por carros elétricos, os setores como combustíveis fósseis, agricultura e autopeças devem apresentar declínio.

O estudo constata que a renda gerada no cenário de transição para VEs é 85% maior do que no modelo atual, com uma distribuição salarial mais favorável. Neste caso seria 53% do valor agregado destinado a salários, em comparação com os 45% atuais.

Outra constatação importante da pesquisa é sobre o comércio exterior: sem políticas proativas para impulsionar as exportações de VEs, o Brasil poderá perder até 14% do seu potencial de geração de empregos.

Mesmo nesse caso, o cenário de transição para os veículos elétricos ainda resultará em 88% mais empregos líquidos do que o modelo atual.

O estudo recomenda políticas de incentivos fiscais, programas de crédito à exportação e acordos comerciais estratégicos, especialmente com outros países latino-americanos para que a receita funcione.



Fonte ONU

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