França é a seleção favorita dos analistas para vencer a Copa, mostra pesquisa do BofA

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A seleção da França chega como a principal candidata ao título da Copa do Mundo de 2026, de acordo com a pesquisa do Bank of America (BofA). A tese é sustentada por um raro alinhamento entre especialistas humanos, modelos de inteligência artificial (IA) e mercados de apostas.

O torneio, que terá início no dia 11 de junho, será sediado por Estados Unidos, Canadá e México, e já é classificado como o maior evento esportivo da história. Com 48 seleções e 104 partidas, a competição será a primeira a combinar performance humana com tecnologia de dados em larga escala.

De acordo com a pesquisa da BofA Global Research, realizada entre 21 e 23 de abril de 2026, cerca de 40% dos analistas apostam na vitória francesa.

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O levantamento aponta que 25% dos especialistas preveem uma final decidida contra a Espanha, enquanto as projeções individuais indicam que “50% dizendo que Mbappé poderia ser o artilheiro” e que “Lamine Yamal obteve a maioria dos votos para provável jogador do torneio (25%)”.

Apesar dos modelos de IA concordem com o favoritismo da França, eles adicionam a Espanha com uma probabilidade de vitória equivalente. “Japão (15%), Noruega (10%) e Marrocos (10%) foram considerados as potenciais ‘zebras’ do torneio”, diz o relatório.

Impacto econômico

Segundo o relatório, a magnitude do evento também vai se refletir em projeções financeiras sem precedentes para o setor esportivo global, que gerou US$ 2,3 trilhões em 2025 e deve saltar para US$ 3,7 trilhões até 2030.

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O estudo da BofA Global Research estima que o mundial vai acrescentar US$ 40,9 bilhões ao PIB global, sustentando mais de 800 mil empregos, dos quais aproximadamente 185 mil serão gerados apenas nos Estados Unidos.

Os analistas explicam que o impacto econômico é impulsionado pelo fato de que mais de 75% da população global (cerca de 6 bilhões de pessoas) deve se engajar com o torneio, superando o recorde de 5 bilhões registrado em 2022.

Ainda, é esperado que as 16 cidades que vão receber os jogos representem um PIB conjunto de US$ 11 trilhões e recebem anualmente 33 milhões de visitantes internacionais, o que beneficia diretamente setores como bebidas, vestuário esportivo, restaurantes, transmissão de TV e redes sociais.

Historicamente, países-sede registram um aumento médio de 0,4 p.p. no crescimento do PIB no ano seguinte ao torneio, e a logística de 2026, de acordo com o relatório, será colossal: as milhas aéreas acumuladas pelos torcedores podem somar três vezes a distância da Terra ao limite do sistema solar, sendo que o turismo esportivo já havia representado US$ 672 bilhões em 2025.

A “Copa da IA”

O mercado financeiro espera que a tecnologia se torne a espinha dorsal da operação em 2026, tornando o evento mais conectado e intensivo em dados da história, onde a IA deixa de ser apenas suporte para atuar como camada de controle operacional.

A inteligência artificial vai ser o dirigente principal de centros de comando nos três países-sede, analisando métricas de desempenho em tempo real e operando “gêmeos digitais” (Digital Twins) dos 16 estádios para otimizar a segurança e a logística, de acordo com o documento.

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O BofA estima que a partida final consuma sozinha cerca de 7% de todo o tráfego mundial da internet, consolidando a migração definitiva da TV linear para o streaming e redes sociais.

Os analistas ainda afirmam que a criação total de dados durante a competição pode chegar a 2 exabytes, o equivalente a 45 mil anos de conteúdo em resolução 4K, enquanto os dados gerados diretamente pelo torneio devem superar 90 petabytes, um volume 45 vezes maior do que o registrado no Catar em 2022.

Mercados e apostas online

Outro ponto destacado pelos analistas é o crescimento dos mercados de previsão e a desregulamentação, que, combinados, devem levar o volume bruto de apostas nos EUA ao patamar de US$ 5,9 bilhões. O valor supera significativamente os US$ 1,8 bilhão do Catar 2022.

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Desse total, cerca de US$ 2,7 bilhões são esperados via mercados de previsão, segundo o BofA, onde investidores negociam as probabilidades de resultados em tempo real.

Em abril de 2026, o Polymarket já registrava US$ 780 milhões apostados, com a França precificada como a vencedora mais provável, tendo subido de terceira favorita para “líder absoluta do mercado, ultrapassando seus rivais de preço mais próximos, a Espanha”, conforme o relatório.

A Copa de 2018 na Rússia continua sendo a de maior receita de apostas por fontes de mídia (US$ 159 bilhões), a BofA Global Research aponta que 2026 poderá ver as “maiores apostas brutas apostadas no torneio”.

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FonteCâmara dos Deputados

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