O que as PMEs precisam dominar sobre vendas multicanais em 2025

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Nos últimos anos, as pequenas e médias empresas (PMEs), especialmente no setor varejista, passaram por uma profunda transformação digital. Com a pandemia, a evolução tecnológica e a mudança no comportamento do consumidor, o empreendedor precisou expandir seus horizontes e oferecer novas formas de compra e atendimento ao cliente, evoluindo para o que conhecemos como venda multicanal.

Vender onde, quando e como o consumidor quiser deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar uma exigência. Por isso, dominar estratégias de vendas multicanais é essencial para garantir a sustentabilidade e o crescimento do negócio. E mais, trata-se de um requisito estratégico fundamental para ampliar a presença da marca, melhorar o relacionamento com o cliente e garantir eficiência operacional.

A abordagem multicanal consiste na utilização de diferentes meios para alcançar o consumidor — seja por e-commerce, marketplaces, redes sociais como Instagram, Facebook e TikTok, lojas físicas ou até mesmo pela combinação desses ambientes. Quando essa integração entre os canais é completa e coordenada, temos a omnicanalidade, modelo que proporciona uma experiência de compra fluida, contínua e personalizada.

Mas é preciso ir além de simplesmente marcar presença em vários canais. O verdadeiro diferencial está na integração entre eles. Estar em múltiplas frentes sem conexão entre os sistemas pode gerar mais problemas do que resultados: inconsistência nos estoques, divergência de preços e descrições de produtos, falhas na entrega e atendimento fragmentado. Ou seja, um risco para a reputação e para a saúde financeira da empresa.

Para entender melhor, vale esclarecer os diferentes estágios dessa evolução. A atuação multicanal (multichannel) refere-se à presença em mais de um ponto de venda, como loja física, marketplace ou redes sociais. No crosschannel já existe alguma interação entre os canais — por exemplo, a possibilidade de comprar online e retirar na loja física. O estágio mais avançado é o omnichannel, onde todos os canais estão completamente conectados, compartilhando dados em tempo real e oferecendo uma jornada de compra integrada.

Ser omnichannel, no entanto, ainda é um grande desafio para a maioria das PMEs. A operação descentralizada, a dificuldade de unificar estoques, o controle fragmentado de pedidos e o atendimento disperso entre diferentes plataformas comprometem a experiência do cliente e sobrecarregam a equipe. A logística, por sua vez, pode se tornar um verdadeiro gargalo, especialmente quando o negócio atua simultaneamente em diversos marketplaces, cada um com suas próprias regras e exigências.

É nesse contexto que a tecnologia se torna um pilar indispensável. Softwares de gestão, como o Bling, assumem um papel estratégico ao ajudar o empreendedor a centralizar a administração do negócio em uma única plataforma. Com um ERP, é possível gerenciar pedidos, controlar estoques, cadastrar produtos, emitir notas fiscais e conectar-se automaticamente a marketplaces, plataformas de delivery, meios de pagamento e serviços de frete.

Mais do que automatizar tarefas, a integração proporcionada pelos ERPs transforma dados operacionais em inteligência de negócio. Isso permite decisões mais rápidas, redução de falhas e, principalmente, ganho de escala com consistência.

É importante lembrar que a tecnologia, por si só, não resolve todos os problemas. A padronização de processos e a consistência operacional são indispensáveis para garantir uma experiência confiável ao cliente, independentemente do canal em que ele esteja. Isso inclui políticas claras de preços, identidade visual uniforme, descrições precisas e atualizadas dos produtos, além de um bom alinhamento logístico.

Outro ponto crucial é o acompanhamento constante de indicadores por canal, como taxa de conversão, tempo de entrega e nível de satisfação do cliente. Esses dados ajudam a identificar gargalos e implementar melhorias rapidamente.

Além disso, o empreendedor precisa estar atento às tendências que reforçam a multicanalidade. O Tiktok Shop, que está chegando ao Brasil, possibilita aos usuários realizarem compras diretamente no aplicativo, através de vídeos no feed, de transmissões ao vivo ou por meio do guia “Loja”. A ferramenta facilita o processo de e-commerce, integrando a experiência de compra ao ambiente de entretenimento da plataforma.

Outra tendência promissora é o uso de inteligência de dados. Soluções como o “Meu Negócio”, do Bling, ajudam pequenas empresas a mapear padrões de consumo, entender o comportamento de compra, personalizar o atendimento e tomar decisões mais estratégicas, com base em informações concretas.

Para concluir, é importante reforçar: as vendas multicanais representam uma grande oportunidade para as PMEs, especialmente no e-commerce, que deve movimentar R$235 bilhões em 2025, segundo a ABComm. No entanto, para aproveitar esse potencial, é preciso construir uma operação sólida, baseada em dados, processos bem estruturados e foco absoluto na experiência do cliente.

Transformar resiliência em consistência é o grande desafio do empreendedor brasileiro este ano — e isso só é possível com gestão eficiente, tecnologia acessível e uma estratégia orientada à integração.




Fonte Startupi

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