Foram desviados US$ 6,3 bi (cerca de R$ 34 bi)
A empresa britânica Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo o sócio-líder de segurança cibernética da KPMG no Brasil, Ricardo Moraes, o ataque ao cofre pode ter começado fora do cofre e essa é uma mudança de perspectiva relevante para qualquer organização.
A empresa já se comprometeu publicamente a cobrir as perdas utilizando seus próprios recursos. A Binance publicou que já reservou mais de US$ 6,34 bilhões de seus fundos corporativos para lidar com este incidente. Desse montante, US$ 5 bilhões já estão alocados nos mesmos ativos tokens que foram impactados.
Iniciado no final desta quinta-feira (29), o crime – que levou apenas 20 minutos – apresentou semelhanças com grandes ataques anteriores atribuídos à Coreia do Norte, como um ocorrido em 2025 e que visou a corretora de criptomoedas Bybit, o qual o FBI atribuiu a Pyongyang. A ação está sendo considerada a maior ação criminosa já registrada na história do setor. O crime é atribuído à ditadura da Coreia do Norte.
Informação divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira revela que a empresa britânica de análise de blockchain Elliptic disse que “este incidente é, quase certamente, o maior roubo individual (de criptomoedas) já registrado” e disse acreditar que a Coreia do Norte está por trás do roubo.
“A Binance iniciou o processo de recuperação dos ativos afetados de seus usuários e continua trabalhando com autoridades, emissores, empresas de inteligência em blockchain e parceiros do setor para rastrear, congelar e recuperar fundos adicionais”, declarou a corretora em post no X.
“A dimensão financeira chama atenção. Mas, do ponto de vista de segurança cibernética, há outro elemento ainda mais relevante: a forma como o ataque aparentemente aconteceu”, calcula Moraes.
Segundo ele, as informações disponíveis até o momento indicam que as investigações ainda estão em andamento. “A hipótese preliminar divulgada aponta para o possível comprometimento do laptop de um profissional de DevOps (desenvolvimento e operacional. A partir desse ponto, o atacante teria conseguido alcançar componentes internos capazes de participar do processo de autorização de retiradas”.
Moraes acrescenta que podemos ter ambientes tecnologicamente maduros, mas se o processo estiver comprometido, o atacante passa a operar perigosamente próximo dos mecanismos legítimos utilizados pela própria organização.

Fonte Monitor Mercantil