Comando da inteligência artificial concentra mais homens que mulheres

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De acordo com um relatório da ONU Mulheres, os homens ocupam quase oito em cada 10 postos de trabalho em inteligência artificial, IA, e quase nove em cada 10 cargos de liderança que orientam esta tecnologia.

As desigualdades já se refletem na participação das mulheres na economia da IA, em rápida expansão, desde o mercado de trabalho até à liderança, reforçando as assimetrias existentes, nota a organização.

Mulheres em minoria nos espaços de liderança

Segundo o Panorama de Igualdade de Género de 2026, as mulheres representam apenas cerca de 22% dos profissionais de inteligência artificial em todo o mundo e ocupam apenas 14% dos cargos de liderança.

A publicação revela também que as mulheres têm cerca de 20% menos probabilidade do que os homens de utilizar ferramentas de inteligência artificial generativa.

Perante este panorama, a diretora de Políticas, Programas e Apoio Intergovernamental da ONU Mulheres, Sarah Hendricks, lembra que metade do talento mundial não participa do futuro da IA.

Segundo ela, a participação igualitária das mulheres é crucial para formar, governar e regulamentar a IA, à medida que a tecnologia remodela as economias, as sociedades e o dia a dia.

Novos riscos, novas oportunidades

A IA também representa riscos para as mulheres e meninas noutras áreas. Nos últimos anos, a escala, a velocidade e a gravidade da violência contra as mulheres facilitada pela tecnologia têm aumentado, contribuindo para o reforço dos estereótipos de género e da discriminação estrutural.

Estes impactos afetam especialmente as mulheres na vida pública. Um estudo da ONU Mulheres revelou que quase um em cada quatro incidentes de violência online contra defensoras dos direitos humanos, ativistas e jornalistas envolveu o uso de IA.

As mulheres também estão mais expostas ao impacto disruptivo da IA generativa no local de trabalho. 

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, OIT, os cargos dominados por mulheres têm quase o dobro da probabilidade de serem afetados pela IA generativa, em comparação com as ocupações dominadas pelos homens.



Fonte ONU

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