Manifestantes que defendem o direito à habitação em Portugal anunciaram, nesta segunda-feira, que estenderão seus protestos até o final do ano e convocaram uma greve geral ibérica para 11 de novembro, no momento em que as manifestações na cidade do Porto, no noroeste do país, completam seu 10º dia consecutivo.
“Vamos apelar às estruturas sindicais por uma greve ibérica. Acreditamos que faz todo o sentido, pois são lutas que envolvem exatamente as mesmas questões”, afirmou um porta-voz do movimento, que falou sob condição de anonimato.
Acampamentos de protesto permaneceram montados em Lisboa e no Porto durante o fim de semana; os manifestantes argumentam que as políticas habitacionais do governo agravaram a crise, em vez de resolvê-la.
“Os governos precisam entender que devem responder aos problemas das pessoas, e não agravá-los, como têm feito”, acrescentou o porta-voz.
As manifestações integram uma onda mais ampla de protestos por habitação em toda a Europa, com acampamentos semelhantes em várias cidades espanholas e atos realizados também na França.
Em Portugal, os manifestantes exigem uma legislação que proíba fundos de investimento imobiliário — acusados por eles de alimentar a especulação imobiliária — e defendem uma intervenção governamental mais abrangente para tornar a habitação mais acessível.
O valor mediano dos imóveis atingiu um recorde de € 2.240 por metro quadrado em julho, enquanto os valores dos aluguéis para novos contratos subiram 9,1% em relação ao ano anterior, no primeiro trimestre de 2026.
Agência Xinhua

Fonte Monitor Mercantil