O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (31) que a regra fiscal atual seja reforçada, e não substituída, e disse que algumas políticas sociais podem deixar de ser “obrigatórias” no Brasil, entrando no chamado “controle de fluxo”.
“Defendo que a gente não troque a regra (fiscal), mas reforce”, afirmou o ministro em sua participação no evento Macro Day 2026, do BTG Pactual. Durigan defendeu que a regra fiscal em vigor é importante para gerar credibilidade.
Ele citou como passos para melhorar o quadro fiscal a redução dos juros, o aumento do controle de gastos obrigatórios, a revisão dos benefícios tributários e a maior eficiência dos gastos sociais.
Durante sua fala, Durigan destacou que algumas políticas sociais podem “deixar de ser obrigatórias e entrar no que chamamos de controle de fluxo”. Segundo ele, a lógica do controle de fluxo, diferentemente de um “direito adquirido duro”, estimula o gestor a otimizar os recursos disponíveis.
O ministro da Fazenda prometeu ainda que a partir de 2027 o governo terá superávits primários “crescentes e recorrentes” e ressaltou que é preciso avançar na agenda para levar a taxa de juros brasileira a um patamar civilizado.
Fonte UOL