O clube onde R$ 1 bilhão não compra uma cadeira

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Ricardo Bellino reposiciona o Dealmakers Circle e lança o Dealmakers Tailor, programa restrito a 12 empresários por ano. Para entrar, não basta pagar: é preciso comandar um negócio de R$ 1 bilhão ou estar construindo um ativo avaliado acima dessa marca. E, mesmo assim, a entrada será by invitation only.

Há clubes em que a exclusividade é determinada pelo preço da mensalidade. Há outros em que patrimônio, sobrenome ou influência funcionam como passaporte.

Ricardo Bellino decidiu construir um em que nem mesmo R$ 1 bilhão garante a entrada. O empresário brasileiro, conhecido por uma trajetória de mais de quatro décadas construindo negócios e conexões — da Elite Models à parceria com Donald Trump — está reposicionando o Dealmakers Circle com uma proposta radicalmente simples: criar um círculo formado por empresários que já construíram negócios bilionários — ou estão à frente de ativos avaliados acima de R$ 1 bilhão — para ajudá-los a construir o próximo deal.

A porta de entrada desse círculo acaba de ganhar nome:

Dealmakers Tailor. Não é um curso. Não é uma turma.

E Bellino evita até mesmo defini-lo simplesmente como uma mentoria. A inspiração vem da alfaiataria.

“Mentorias sob medida para quem não acredita em one size fits all.”

A lógica é que, depois de determinado estágio empresarial, o empreendedor não precisa necessariamente de mais conteúdo. Precisa de diagnóstico, perspectiva, acesso, conexões e, sobretudo, da combinação certa entre essas peças. É por isso que o Tailor pretende selecionar apenas 12 participantes por ano.

Um por mês, em média.E não haverá formulário convencional de inscrição. A entrada será by invitation only.

O Centurion dos empresários

A referência conceitual vem de um dos mais conhecidos símbolos de exclusividade do mercado financeiro: o Centurion Card, da American Express. O chamado Black Card não foi construído sobre a lógica tradicional de aquisição de clientes. O princípio é inverso: determinados clientes são identificados e convidados. Bellino quer transportar essa lógica para o universo do empreendedorismo.

No Dealmakers Tailor, portanto, ter capacidade financeira para pagar não significa estar qualificado para entrar. O critério proposto para o grupo inaugural é objetivo: liderar uma operação com faturamento na direção de R$ 1 bilhão ou mais, ou possuir um negócio cujo market value ultrapasse a barreira de R$ 1 bilhão.

Daí surge a provocação que Bellino pretende transformar em posicionamento:

“The Billionaire’s Club — where the billion belongs to the business.”

Não se trata, necessariamente, de reunir bilionários. Trata-se de reunir builders de negócios bilionários. A diferença é importante. O ativo que abre a porta não é a fortuna pessoal do empresário. É o valor que ele foi capaz de construir.

O primeiro nome: Richard Stad

O primeiro empresário escolhido para inaugurar o modelo é Richard Stad, CEO e maior acionista individual da Aramis Inc.

A escolha tem simbolismo especial. A Aramis encerrou 2025 próxima da fronteira do bilhão e estabeleceu como objetivo alcançar R$ 1 bilhão de faturamento em 2026. Mais do que uma marca de moda masculina, a companhia vem sendo transformada em uma house of brands, ampliando sua atuação com novas verticais e marcas.

O objetivo declarado para 2030 é ainda mais ambicioso: construir um ecossistema de seis a oito marcas capaz de alcançar R$ 3 bilhões em faturamento. É exatamente nesse intervalo — entre o negócio que existe hoje e aquele que pode existir amanhã — que Bellino pretende posicionar o Tailor.

A pergunta que inaugura o programa resume sua filosofia: “Onde você se enxerga daqui a 100 dias?”

Porque o Tailor não pretende ensinar alguém a começar. Pretende trabalhar com quem já chegou longe o suficiente para descobrir que o próximo salto exige ferramentas diferentes.

100 dias para redesenhar valor

O modelo apresentado pelo Dealmakers Circle prevê uma jornada de até 100 dias. Não haverá calendário padronizado de aulas. Cada empresa terá sua própria “medida”.

O processo começa com diagnóstico, passa por uma visita à operação, avança para a construção de um plano acompanhado pela identificação de parceiros estratégicos e termina com a definição de um cenário futuro para o negócio.

Ao final, o participante recebe um dossiê contendo diagnóstico, valuation projetado e um roadmap de valorização.

Há ainda dois encontros reservados aos participantes do Tailor e à liderança do ecossistema. A proposta é fazer aquilo que uma boa alfaiataria faz: medir antes de cortar. Porque uma solução extraordinária para uma empresa pode ser completamente inadequada para outra.

Academy. Tailor. Club.

O lançamento também revela algo maior. Pela primeira vez, as diferentes iniciativas criadas por Bellino passam a funcionar claramente como partes de uma única arquitetura.

  • O Dealmakers Academy ocupa a base do sistema: formação, metodologia e originação.
  • O Dealmakers Tailor ocupa o centro: diagnóstico e geração de valor.
  • E o Dealmakers Club passa a ocupar o topo: relacionamento, capital, investidores, conselheiros e deals.

Em uma frase: Academy forma. Tailor transforma. Club transaciona.

Por baixo dessa arquitetura está a MyDeals, plataforma criada para organizar e tornar acionável aquilo que Bellino considera um dos ativos mais subestimados dos negócios: capital de relacionamento.

A tese é circular.

O empreendedor entra no ecossistema como dono de uma empresa. Trabalha para aumentar o valor de seu ativo. Passa a ter acesso a outros empresários e oportunidades. E, em determinado momento, pode atravessar a mesa.

  • De empreendedor para investidor.
  • De quem procura capital para quem oferece capital.
  • De quem busca o deal para quem participa dele.
  • Quem entra como dono pode sair como investidor.
  • De empreendedor para investidor.
  • De quem procura capital para quem oferece capital.
  • De quem busca o deal para quem participa dele.
  • Quem entra como dono pode sair como investidor.

O verdadeiro Billionaire’s Club

É aqui que o reposicionamento do Dealmakers Circle ganha sua dimensão mais provocadora. Durante décadas, a expressão “billionaire’s club” esteve associada a listas de patrimônio. Bellino propõe outra interpretação.

Seu Billionaire’s Club não pretende perguntar: “Quanto dinheiro você tem?”

A pergunta será: “Quanto valor você construiu — e quanto ainda pode construir?”

O bilhão deixa de ser uma medalha. Torna-se um ponto de partida. E talvez seja justamente isso que diferencia esse modelo de tantos clubes empresariais existentes.

O objetivo não é reunir pessoas ricas em uma sala. É colocar construtores de valor em torno da mesma mesa. O aperto de mão depois da inteligência artificial. Há ainda uma imagem que sintetiza a tese do Dealmakers Circle. Duas mãos apertadas.

Bellino acredita que a inteligência artificial poderá superar capacidades humanas em inúmeras dimensões. Algoritmos poderão analisar empresas, valuations, mercados, comportamentos e oportunidades em velocidades impossíveis para qualquer indivíduo.

Mas existe uma variável que ele acredita permanecer essencialmente humana: confiança.

Um algoritmo pode encontrar uma oportunidade. Pode calcular seu valor. Pode identificar quem deveria conversar com quem. Mas ainda existe um momento em que duas pessoas precisam olhar uma para a outra e decidir: “Vamos fazer isso juntos.”

É nesse espaço entre inteligência e confiança que Bellino quer construir o Dealmakers Circle.

Richard Stad parece sintetizar exatamente essa visão ao explicar por que decidiu participar do projeto: estar em um ecossistema de pessoas com visão e intenção semelhantes pode transformar visões individuais em realidade.

E existe uma coincidência quase cinematográfica ligando os dois empresários. A Aramis foi fundada em um 8 de agosto. Stad entrou na companhia também em um 8 de agosto. Bellino, por sua vez, associa o mesmo 8 de agosto a momentos marcantes de sua própria trajetória empresarial. Décadas depois, as duas histórias se encontram justamente em uma alfaiataria metafórica.

Uma empresa de moda premium. Um empresário que fez dos deals sua especialidade. E uma nova proposta baseada na ideia de que os maiores negócios não são produzidos em série.

São feitos sob medida. Apenas 12.

O Dealmakers Tailor terá somente 12 posições por ano. Não haverá venda aberta ao público. Não haverá promessa de admissão baseada apenas em capacidade financeira. O processo começa com identificação, curadoria e convite. Depois dos 100 dias, entretanto, existe uma porta ainda mais estreita.

The Dealmakers Club.

É ali que empresários, investidores, conselheiros, capital e oportunidades deverão ocupar os dois lados da mesa. Talvez seja essa a definição mais precisa do novo Dealmakers Circle: não uma comunidade à procura de membros. Mas um círculo à procura das 12 pessoas certas.

Porque, no mundo dos grandes negócios, dinheiro pode comprar muitas coisas. A cadeira certa, na mesa certa, com as pessoas certas, talvez não seja uma delas.

DEALMAKERS TAILOR

12 seats. 100 days. R$ 1 billion+ businesses. By invitation only. Where billion-dollar builders tailor their next billion-dollar deal.

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