JPMorgan retoma cobertura com compra após restrição e ação sobe

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Após um período de restrição relacionado à incorporação das operações de saúde do Grupo Bradesco pela Odontoprev, o JPMorgan retomou a cobertura das ações da Bradsaúde (SAUD3) com recomendação overweight (acima da média do mercado, equivalente à compra) e estabeleceu preço-alvo de R$ 19.

Antes da restrição, o banco também tinha recomendação overweight para as ações da Odontoprev, com preço-alvo de R$ 14 para dezembro de 2026.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), as ações da companhia subia 1,53%, cotadas 15,24.

A Brasaúde é a plataforma de saúde listada do Bradesco, reunindo operações de seguros médicos e odontológicos, prestação de serviços de saúde, tecnologia, diagnósticos e participação estratégica em hospitais. A companhia possui cerca de 4 milhões de beneficiários de planos de saúde e mais de 9 milhões de beneficiários odontológicos.

Segundo a equipe de analistas liderada por Joseph Giordano, a tese de investimento combina resultados defensivos, potencial de ganho de participação de mercado, retorno elevado sobre o patrimônio (ROE) e geração consistente de dividendos, apoiada pela marca, rede de distribuição e relacionamento do Bradesco com clientes corporativos e pequenas e médias empresas (PMEs).

O preço-alvo de R$ 19 foi calculado por uma avaliação por soma das partes (SOTP, na sigla em inglês), utilizando modelos de fluxo de caixa descontado (DCF) para ativos específicos e modelos de dividendos descontados (DDM) para os negócios regulados de seguros e odontologia.

O JPMorgan estima que a Brasaúde pode entregar dividend yield (dividendo em relação ao preço da ação) entre 7% e 8% e crescimento anual composto de cerca de 9% no lucro por ação (EPS) até 2030. O banco também elevou suas projeções de lucro ajustado por ação, com alta de aproximadamente 50% para 2026 e 2027.

O banco avalia que o segmento de planos de saúde premium é o principal impulsionador da tese. A Bradsaúde já possui cerca de 22% de participação em um mercado estimado em R$ 187 bilhões, mas ainda vê espaço para crescimento devido à fragmentação do setor, com operadores menores concentrando aproximadamente 30% dos prêmios.

Na visão do JPMorgan, fatores como escala, marca, solvência, disciplina de subscrição e acesso à rede de prestadores devem permitir novos ganhos de participação ao longo do tempo.

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Outro ponto destacado pelo banco é a capacidade de distribuição do Bradesco. O JPMorgan avalia que o mercado de planos empresariais para pequenas empresas ainda é pouco explorado, já que companhias com menos de 100 funcionários representam cerca de 46% dos empregos formais, enquanto contratos com menos de 30 vidas correspondem a apenas 24% dos beneficiários de planos coletivos.

Segundo o relatório, a rede corporativa, agências e relacionamento do Bradesco com empresas podem reduzir custos de aquisição e acelerar a entrada de novos clientes.



Fonte Infomoney

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