Japão vai administrar melhor recursos destinados à intervenção no iene, diz esboço

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TÓQUIO, 24 ⁠Jun (Reuters) – O governo do Japão pretende examinar formas ⁠de aprimorar a gestão de suas reservas cambiais de US$1,3 trilhão, ‌um colchão utilizado para futuras intervenções no iene, segundo o esboço de relatório para estratégia de crescimento analisado pela Reuters nesta quarta-feira.

Os planos refletem o ‌desejo do governo de aumentar o retorno sobre as reservas e ajudar a repor suas finanças, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi se compromete com gastos proativos para sustentar a quarta maior economia do mundo.

“O governo analisará os méritos de melhorar a gestão e fazer uso mais eficaz dos ativos detidos pelo setor ⁠público, ‌incluindo a conta especial do fundo cambial, levando em consideração suas finalidades”, ⁠apontou o esboço sobre a estratégia, peça central da agenda política de Takaichi.

Tóquio retomou a intervenção no final de abril, quando a moeda ultrapassou 160 por dólar, com uma operação de compra de ienes no valor de US$73 bilhões, levando a uma queda recorde de 5,6% nas ​reservas em maio, o que destacou os limites de uma intervenção sustentada e em grande escala.

O esboço da estratégia não detalha mudanças específicas ​na alocação de ativos das reservas, que foram acumuladas durante intervenções anteriores de compra de dólares e acredita-se que estejam, em grande parte, investidas em títulos dos Estados Unidos.

A maior parte do superávit das reservas, incluindo os rendimentos dos Treasuries, é transferida para a conta geral como fonte de ‌financiamento para o orçamento do Estado.

Takaichi afirmou certa vez ​que as reservas eram uma das principais beneficiárias do iene fraco e estavam “tendo um desempenho muito bom”, uma observação que algumas autoridades do governo interpretaram como um sinal de que ela esperava ⁠usar o superávit para ​financiar um plano polêmico ​de suspensão do imposto sobre o consumo de alimentos.

Alguns parlamentares, tanto do partido governista quanto da ⁠oposição, estão propondo reunir as reservas internacionais, ​as participações do banco central em ETFs e os ativos de previdência em um fundo soberano, em busca de retornos mais elevados.

Autoridades do governo, no entanto, afirmaram que ​alterar drasticamente a composição da carteira das reservas seria irrealista, uma vez que as reservas são mantidas principalmente como fonte imediata de ​recursos para intervenção cambial.

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“Seria ⁠difícil buscar retornos de uma forma que fosse contrária ao objetivo das reservas”, disse uma fonte familiarizada ⁠com o assunto que não quis se identificar, já que o relatório é confidencial.

“Embora seja compreensível buscar lucros maiores, tais estratégias podem comprometer a segurança das reservas, o que poderia ser visto de forma negativa pelos mercados”, disse Akira Moroga, estrategista-chefe de mercado do Aozora Bank.

O Japão é o maior detentor estrangeiro de ​Treasuries.

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Fonte Infomoney

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