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Guerra e instabilidade no Oriente Médio elevam a preocupação com o preço dos combustíveis. Crédito: Edição: Júlia Pereira
A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) prevê que o lucro das companhias aéreas cairá pela metade em 2026 devido ao aumento de 70% no custo do querosene de aviação. O lucro deve recuar de US$ 45 bilhões para US$ 23 bilhões, com margens líquidas caindo para 2%. Willie Walsh, diretor-presidente da Iata, destaca que a demanda resiste ao aumento das tarifas, mas o crescimento do setor será mais lento, com avanços de 2,1% em passageiros e 0,7% em carga.
RIO DE JANEIRO – Pressionado pela alta do combustível, o lucro das companhias aéreas deve cair pela metade em 2026 na comparação com 2025, estima a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata). A entidade projeta que a cifra recue de US$ 45 bilhões para US$ 23 bilhões.
A estimativa inicial da Iata para este ano, apresentada no final de 2025, era de que o lucro combinado das companhias aéreas globais alcançasse US$ 41 bilhões, com uma margem líquida de 3,9%. Agora, a expectativa é de que as margens líquidas fiquem em 2% neste ano.
A queda reflete principalmente o custo mais elevado com o querosene de aviação (QAV), que deve ficar 70% mais alto em 2026 na comparação anual, representando mais de 31% das despesas totais do setor. O avanço deve elevar os custos das aéreas com combustível em US$ 100 bilhões em relação a 2025, ainda segundo as projeções da Iata.

Pesquisas da Iata indicam que 86% dos viajantes esperam que as tarifas aéreas acompanhem os preços do petróleo Foto: Max Slovencik/AFP
“É um ano difícil para todas as companhias aéreas, especialmente para aquelas cujos balanços ainda não se recuperaram da covid-19. E, claro, para as que operam no Golfo”, afirmou o diretor-presidente da Iata, Willie Walsh.
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O executivo destacou, no entanto, que a demanda está resistindo ao aumento de tarifas promovido pelas companhias aéreas para minimizar o preço mais alto do QAV. “A grande incógnita é por quanto tempo viajantes e remetentes de cargas conseguirão tolerar os custos mais elevados”, ponderou Walsh.
As pesquisas da Iata indicam que 86% dos viajantes esperam que as tarifas aéreas acompanhem os preços do petróleo. Nesse sentido, 49% esperam gastar mais com viagens este ano do que no ano passado. Outros 43% planejam gastar o mesmo valor.
O diretor-presidente da entidade ressaltou ainda que, apesar da demanda mais resistente até o momento, o crescimento do setor será inevitavelmente mais lento neste ano. “Prevemos avanço de 2,1% para o segmento de passageiros e 0,7% para o de carga”, acrescentou.
A repórter viajou a convite da Iata
Fonte ONU