baixa renda ganha preferência com cenário macro pressionando média/alta

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O segmento de média/alta renda tem perdido espaço entre os investidores, conforme juros sobem e demanda se comprime. Em evento com investidores, analistas da XP Investimentos notaram maior cautela com média/alta renda, com interesse crescente em baixa renda.

De acordo com os analistas, a mudança de posição reflete a piora de affordability (acessibilidade) sob juros mais altos e riscos de queda de volumes. Com o cenário macro ainda incerto, os investidores mencionaram menor visibilidade levando a posicionamentos mais leves, mesmo com oportunidades pontuais de valuation.

Em resposta a esse movimento, a mudança de preferência por baixa renda tem ganhado espaço, com execução e controle de custos aparentemente mais consistentes. Ao menos no curto prazo, ao contrário da média/alta renda, o segmento tem sustentado melhor visibilidade de margens e menores riscos percebidos, de acordo com os analistas.

Além disso, o foco em geração de caixa e dividendos, combinado com um trade-off mais claro entre opcionalidade de crescimento e visibilidade de execução entre nomes.

Empresas em destaque

Dentre as companhias, a Tenda (TEND3) foi o principal consenso, com destaque para a melhora na confiança na execução. Conforme a XP, a comunicação da gestão reforçou a percepção de maior resiliência contra ciclos anteriores e melhor controle operacional.

A companhia mostrou visibilidade de margens com redução de riscos de queda das ações. Além dela, a Cyrela (CYRE3) também foi mencionada de maneira construtiva, considerando o valuation. Segundo os analistas, a companhia tem um driver relevante de crescimento via exposição a baixa renda, através do Vivaz.

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Ainda assim, investidores seguem cautelosos quanto ao timing, reforçando uma postura de espera, dado o risco de antecipar uma desaceleração no segmento central.

Já para Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3), as opiniões estão mais divididas. De acordo com a XP, os investidores destacaram a confiança da gestão no controle de custos da Direcional. Além disso, a companhia conta com alavancas adicionais ainda não totalmente precificadas.

Por outro lado, a Cury mantém o título de “best-in-class”, com crescimento forte com geração de caixa consistente. Apesar disso, os analistas destacam que a companhia tem menos upside operacional a vista, dado o nível elevado de execução.



Fonte Infomoney

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