Acordo Comercial Mercosul-UE entra em vigor no final desta semana

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Acordo Mercosul-UE, bandeiras da União Europeia, Brasil e Mercosul
Acordo Mercosul-UE (foto de Gustavo Magalhães, MRE)

O acordo entre Mercosul e União Europeia inicia sua fase comercial provisória em 1º de maio, conectando um mercado estimado em 718 milhões de pessoas. Essa etapa prevê redução e eliminação gradual de tarifas, além de cotas para produtos sensíveis, com previsão de impacto positivo para consumidores e exportações. A vigência plena do acordo ainda depende da ratificação dos países europeus e enfrenta resistências. O acordo se estabelece após mais de 20 anos de negociações.

Segundo a Agência Senado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia representa uma oportunidade de importantes negócios para os países envolvidos. Trad participou, nesta segunda-feira, de uma reunião do Parlamento do Mercosul (Parlasul), em Montevidéu, no Uruguai.

Segundo o senador, o acordo representa um mercado estimado de US$ 22 trilhões. Ele também disse que os setores industriais e da agropecuária devem ser especialmente beneficiados. Conforme o parlamentar, cerca de 5 mil produtos terão imposto zerado a partir de 1º de maio. Quando o acordo estiver plenamente implementado, a projeção é de aumento de 13% nas exportações brasileiras e de 26% nas exportações industriais.

“Vão-se abrir janelas de oportunidade para todos os países inseridos no acordo. Com certeza, com a redução e até isenção de tarifas, nós teremos um poder de compra e uma facilidade para poder exportar”, afirmou Trad, que é vice-presidente da representação brasileira no Parlasul.

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Ele lembrou que o Brasil criou salvaguardas para organizar a resposta a produtos que possam sofrer com a competição europeia e para mitigar eventuais prejuízos aos produtores nacionais. O senador também destacou a criação de um grupo de trabalho dentro da CRE, que reúne técnicos, senadores e representantes do governo, para acompanhar a implementação do acordo.

“Deixo a sugestão para que os países do Mercosul também possam proceder dessa forma. Criar um grupo de trabalho em cada parlamento, a fim de que a gente possa estender a mão para o produtor do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai e mitigar as eventuais distorções”, declarou.

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Fonte Monitor Mercantil

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