Preços do petróleo desabam cerca de 10% após Irã declarar o estreito de Ormuz aberto

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O petróleo despencou quase 10% no pregão desta sexta-feira, 17, com o WTI passando a operar abaixo dos US$ 90 por barril, após novos sinais de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A commodity registrou a segunda semana consecutiva em queda.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 9,41% (US$ 8,58), a US$ 82,59 o barril.

Já o Brent para junho cedeu 9,06% (US$ 9,01, a US$ 90,38 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Na semana, o WTI despencou 14,5% e o Brent cedeu 5,06%.

A commodity energética aprofundou a queda no pregão depois que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou que o Estreito de Ormuz está “completamente aberto” durante o cessar-fogo entre Israel e Líbano, aumentando as expectativas de resolução do conflito. Na quinta-feira, Tel Aviv e Beirute concordaram com uma trégua de 10 dias, iniciada às 18 horas (de Brasília).

Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, essa pausa nos combates no Oriente Médio, que envolve o Hezbollah, ajudou a reduzir os riscos imediatos de uma escalada regional mais ampla e trouxe alívio aos prêmios de risco do mercado de petróleo.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta ter “proibido Israel de bombardear o Líbano” e também chamou a passagem marítima de “Estreito do Irã”. Apesar da reabertura de Ormuz, o líder americano ressaltou que o bloqueio naval dos EUA seguirá em vigor até um acordo ser firmado.

Enquanto isso, o choque nos preços de energia continua a gerar temores sobre a inflação. A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta sexta que a alta nos custos de energia provavelmente terá efeito mais inflacionário do que sobre o crescimento dos EUA. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a guerra no Oriente Médio levará a inflação a subir em toda a América Latina.



FonteCâmara dos Deputados

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