1º leilão de transmissão de 2026 tem projeções de alta competição; veja o que esperar

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza nesta sexta-feira (27) na B3, em São Paulo, o primeiro leilão de transmissão do ano.

O certame ofertaria 10 lotes inicialmente, mas, por conta de um arranjo que está sendo construído entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e a MEZ Energia, cinco ficaram de fora, sendo ofertados cinco lotes com investimento total esperado de R$ 3,3 bilhões.

Os lotes incluem subestações, compensadores síncronos – equipamentos utilizados para estabilização da rede elétrica -, além de linhas em transmissão, totalizando 798 novos quilômetros de linhas e 1.950 megavolt-ampère (MVA) em capacidade de transformação.

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O lote 1 conta ainda com a operação de uma concessão já existente, que contempla a Subestação Nilo Peçanha e 115 km de linhas, responsáveis pelo atendimento da região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro.

Os empreendimentos se localizam em 11 Estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. (Valor)

O Bloco 3 é o maior (investimento de R$ 1,4 bilhão; RAP, ou Receita Anual Permitida, de R$ 232 milhões), seguido pelo Bloco 5 (investimento de R$ 1,0 bilhão; RAP de R$ 186 milhões), que juntos representam 71% do investimento total.

O leilão previa a inclusão de cinco blocos adicionais originalmente concedidos à MEZ Energia nos leilões de 2020 e 2021, mas não entregues. No entanto, de acordo com o acordo entre a MEZ Energia e o MME, um desses blocos (Bloco 6) permanecerá com a MEZ, com prazo de entrega estendido, enquanto os outros quatro blocos (7, 8, 9 e 10) foram adiados para uma segunda sessão de leilão, com a data ainda a ser definida.

O Bloco 3 é dividido em quatro sublotes e os licitantes devem apresentar cinco propostas distintas: uma para o bloco inteiro e uma para cada sublote (que pode ser zero para um dos sublotes). Caso sejam recebidas propostas válidas tanto para o bloco inteiro quanto para os sublotes individuais, a opção vencedora será aquela com o menor RAP combinado. Se algum sublote não receber nenhuma proposta, os sublotes restantes não serão leiloados.

Na visão do BTG Pactual, considerando que este é o primeiro leilão do ano e que os blocos são relativamente pequenos, a projeção é de um leilão competitivo.

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Entre as empresas que o banco acompanha, Taesa (TAEE11), Engie (EGIE3), Axia (AXIA3) e CPFL (CPFE3) podem participar.

Para os Blocos 3, 4 e 5, assume ainda um benefício fiscal de 100% do SUDAM/SUDENE. No entanto, os licitantes podem superar as estimativas por meio de capex, alavancagem e eficiências na construção.

Segundo o Bradesco BBI, o leilão também traz leitura positiva para a WEG (WEGE3). “O leilão de transmissão que será realizado esta semana pode apoiar a demanda pela WEG. Entre os cinco lotes oferecidos, o Lote 3 inclui cinco condensadores síncronos e o Lote 5 inclui dois, que podem ser endereçados pela WEG”, aponta.

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FonteCâmara dos Deputados

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