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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 25/03/2026, está cotado em R$ 373.046,92. Os touros conseguiram devolver o BTC para US$ 71 mil, o que pode impulsionar um novo teste em US$ 75 mil e na resistência de US$ 76 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais reagiram positivamente a sinais de possível desescalada no conflito no Oriente Médio, com relatos de negociações entre EUA e Irã reduzindo o preço do petróleo e impulsionando ativos de risco. Mercados globais subiram, enquanto o Brent caiu cerca de 6%, voltando para níveis próximos de US$98 por barril.
Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do Tesouro recuaram, refletindo menor pressão inflacionária esperada, embora a incerteza sobre o sucesso das negociações ainda mantenha o cenário frágil e altamente dependente de novos desdobramentos geopolíticos. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 71.000, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva.
A queda do petróleo e o recuo dos yields aliviam temporariamente o cenário macro, reduzindo a pressão sobre ativos de risco e favorecendo fluxos para criptomoedas. Além disso, o tom mais construtivo nos mercados globais cria espaço para continuidade do apetite por risco no curtíssimo prazo. Por outro lado, a incerteza ainda elevada em relação ao conflito limita movimentos mais fortes de alta. O cenário mais provável é de continuidade da consolidação com viés positivo entre US$ 71.000 e US$ 72.500, com possibilidade de rompimento caso o fluxo macro continue melhorando.
Vasily Shilov, CBDO da SwapSpace, destaca que relacionar o preço do Bitcoin à geopolítica rende boas manchetes. Mas resulta em análises fracas. Segundo ele, o índice de medo está em 32 (apontando “medo”) mesmo durante as recuperações. O mercado não acredita na própria recuperação.
O Irã não é o motivo de estarmos em um mercado de baixa. Para traders experientes, é um fator regional. O que realmente importa: petróleo caro, crescimento fraco, déficit em expansão, pressão fiscal sobre os EUA que acaba voltando como um problema de liquidez. Guerra é cara. O contribuinte paga a conta. Isso não é um cenário otimista para o Bitcoin.
De acordo com ele, a alta atual é um rali de alívio dentro de uma tendência de baixa contínua, não uma reversão. Se tudo se alinhar, cessar-fogo, sinais do Fed sobre cortes de juros, US$ 80 mil não são impossíveis. Mas o piso médio que traders experientes continuam apontando fica entre US$ 50 mil e US$ 55 mil. Vale lembrar disso na próxima vez que você ler sobre “sinais de recuperação”.
O principal é não substituir análise por manchetes. O mercado cripto deixou de seguir o ciclo de notícias há muito tempo. Uma manchete pode mover um candle. Mas não reescreve o ciclo.
Bitcoin análise técnica
Ana de Mattos, analista técnica e trader parceria da Ripio destaca que a sinalização de uma pausa de cinco dias no conflito entre Estados Unidos e Irã provocou uma reprecificação global dos ativos. Na reação inicial, o petróleo recuou mais de 10%, enquanto o S&P 500 avançou 1,15% e o dólar cedeu 0,5%. Nesse contexto, o Bitcoin capturou o fluxo de liquidez e subiu 5,2%, atingindo US$ 71.800.
No mercado cripto, o Bitcoin agora apresenta sinais de exaustão e movimento lateral, orbitando a faixa de US$ 69.800 a US$ 71.000. Embora o salto inicial tenha demonstrado a sensibilidade do ativo ao apetite por risco, a incapacidade de sustentar novas máximas reflete o ceticismo institucional quanto à durabilidade da trégua. Há uma relutância visível das mesas de negociação e grandes players em “comprar o rompimento” acima de US$ 72.000 e US$ 74.000 enquanto a trégua for apenas uma promessa unilateral de curto prazo.
Por outro lado, segundo a analista, o fluxo via ETFs demonstra resiliência. Os investidores de longo prazo não estão correndo para a saída nem vendendo em pânico, o que cria um suporte para o preço, ainda que a falta de novas entradas agressivas indique que o mercado aguarda provas concretas de diplomacia antes de buscar novas máximas.
Ana aponta ainda que na ponta dos derivativos, a cautela prevalece. Os prêmios em opções de venda (puts) indicam que os traders estão absorvendo a alta com precaução, preparados para uma reversão rápida caso o prazo de cinco dias expire sem avanços.
O cenário para as próximas semanas depende de novos desdobramentos políticos. Se a trégua não evoluir para uma desescalada real ou se o Estreito de Ormuz continuar sendo um vetor de risco para o mercado de energia, a reversão do fluxo de capital tende a ser rápida. Com o cenário ainda instável, o Bitcoin permanece condicionado à dinâmica entre petróleo, dólar e liquidez global.
Portanto, o preço do Bitcoin em 25 de março de 2026 é de R$ 372.999,80. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 25 de março de 2026, são: Siren (SIREN), Bittensor (TAO), Artificial Superintelligence Alliance (FET), com altas de 114%, 15% e 8% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 25 de março de 2026, são: River (RIVER), Sun (SUN) e Midnight (NIGHT), com quedas de -66%, -24% e -6% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte UOL