Créditos ocultos entram na agenda dos conselhos em meio à reforma tributária e ganham destaque em evento em Campinas

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A cidade de Campinas será palco, entre os dias 27, 28 e 29 de maio, da próxima edição de “A Sala do Conselho”, encontro conduzido por Marcio Giacobelli e voltado a empresários, executivos e conselheiros que atuam diretamente na tomada de decisão estratégica.

Entre os temas centrais da programação está “Créditos Ocultos: uma visão analítica para os conselheiros”, apresentado por Luciano Menezes.

O assunto deixa de ser técnico e passa a ocupar espaço direto na agenda dos conselhos.

O que não aparece no balanço começa a preocupar conselhos

Em um ambiente empresarial pressionado por margens, carga tributária elevada e mudanças regulatórias, cresce a atenção sobre valores que não estão evidentes nos relatórios tradicionais.

Os chamados “créditos ocultos” representam, na prática, recursos que já existem dentro da estrutura fiscal da empresa, mas que não estão sendo identificados ou aproveitados.

A ausência dessa leitura não é um detalhe contábil.

É uma distorção que impacta:

  • geração de caixa
  • resultado operacional
  • valuation
  • capacidade de reinvestimento
  • tomada de decisão estratégica

De tema técnico a pauta de governança

A abordagem apresentada por Luciano Menezes propõe uma mudança de perspectiva.

Créditos tributários deixam de ser tratados como revisão operacional e passam a ser analisados como variável estratégica dentro da governança.

O MCO — Método de Créditos Ocultos parte de uma leitura analítica dos dados fiscais e contábeis, utilizando tecnologia e cruzamento de informações para identificar oportunidades não exploradas.

Não se trata apenas de recuperar valores.

Luciano Menezes, CEO da B2WE Brasil, durante evento empresarial, discursando sobre Reforma Tributária e risco fiscal estratégico.
Luciano Menezes

Trata-se de entender o quanto a empresa está operando com distorções invisíveis.

Reforma tributária aumenta a urgência

O avanço da Reforma Tributária Brasileira amplia o nível de complexidade e exige das empresas uma revisão mais profunda de suas estruturas fiscais.

Nesse cenário, empresas que não realizarem diagnósticos consistentes tendem a:

  • carregar créditos não aproveitados
  • operar com carga tributária superior ao necessário
  • enfrentar inconsistências na transição de regimes
  • perder competitividade no médio prazo

Para conselheiros, o tema deixa de ser acompanhamento técnico e passa a ser risco estratégico.

Conselhos diante de uma nova responsabilidade

A discussão proposta em “A Sala do Conselho” evidencia uma mudança relevante no papel dos conselhos empresariais.

Não basta mais avaliar resultados.

É necessário compreender as estruturas que geram — ou comprometem — esses resultados.

A inteligência tributária passa a integrar:

  • análise de desempenho
  • gestão de risco
  • planejamento de longo prazo
  • decisões de expansão

Ignorar esse ponto é aceitar perdas silenciosas.

Ambiente de decisão, não de exposição

O encontro idealizado por Marcio Giacobelli se consolida como um espaço voltado à discussão aplicada, reunindo especialistas e lideranças em um formato que prioriza análise, debate e troca qualificada.

A proposta é clara:

menos palco,
mais mesa,
mais decisão.

Quando o invisível passa a impactar o estratégico

Ao levar o tema dos créditos ocultos para o centro da discussão, o evento reforça uma tendência inevitável:

o que antes era tratado como detalhe técnico passa a influenciar diretamente as decisões mais relevantes das empresas.

Para conselheiros, a mensagem é objetiva:

o risco não está apenas no que aparece nos relatórios,
mas principalmente no que ainda não foi identificado.

Marcio Giacobelli

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