Bolsas da Europa fecham em queda à luz de escalada na guerra no Oriente Médio

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As bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira, 5, com investidores adotando postura mais cautelosa diante da intensificação da guerra no Oriente Médio e de seus possíveis efeitos sobre energia, inflação e crescimento global. A incerteza geopolítica manteve os mercados voláteis ao longo do dia, após uma recuperação recente, enquanto o avanço dos preços de petróleo e gás e a perspectiva de impactos econômicos mais amplos pesaram sobre o apetite por risco na região.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,45%, a 10.413,94 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,78%, a 23.774,09 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,49%, a 8.045,80 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,61%, a 44.608,55 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,43%, a 17.237,00 pontos. Em Lisboa, exceção no dia, o PSI 20 avançou 0,01%, a 8.932,42 pontos. As cotações são preliminares.

Comentários de autoridades e análises reforçaram o clima de aversão ao risco. O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou que o conflito envolvendo o Irã elevou o nível de incerteza para a economia europeia. Em relatório, o Morgan Stanley disse esperar que o BCE só volte a cortar juros em 2027, com duas reduções previstas para junho e setembro daquele ano. Já Dan Coatsworth, da AJ Bell, afirmou que investidores ainda têm dificuldade em avaliar se a crise no Oriente Médio provocará uma crise energética prolongada ou apenas um choque temporário nos preços.

Viva do lucro de grandes empresas

Papéis ligados ao setor de energia, que operou praticamente estável, figuraram entre os destaques positivos, acompanhando a alta do petróleo. Shell (+1,1%) e BP (+1,9%) subiram em Londres.

Já empresas indústriais e de tecnologia pressionaram alguns índices. Em Frankfurt, a fabricante de sistemas militares Renk caiu cerca de 10% após divulgar resultados anuais, mesmo com crescimento de receitas impulsionado pelo segmento de defesa. No setor logístico, a Deutsche Post recuou perto de 4,5% mesmo após projetar aumento do lucro operacional de 2026, com ambiente econômico incerto.



FonteCâmara dos Deputados

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