O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as autoridades iranianas “querem dialogar” agora que o comando do país “desapareceu”, mas já lhes comunicou que é “tarde demais”.
“Suas defesas aéreas, sua Força Aérea, Marinha e seus líderes desapareceram. Eles querem conversar. Eu disse a eles: ‘tarde demais!’”, escreveu Trump em sua rede social, ecoando uma coluna de opinião elogiosa no The Washington Post.
Nela, afirma-se que Trump “está terminando” uma guerra que começou há 47 anos, quando o Irã tomou a embaixada dos EUA em Teerã em 1979, passando por outros episódios, como os atentados na região contra cidadãos e instalações americanas, incluindo os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
“Trump está tomando medidas decisivas para pôr fim a este regime de terror”, afirma o texto, que prevê “a possibilidade de uma paz duradoura no Oriente Médio” graças a esta “forma de mudar o mundo” sem enviar tropas americanas para o terreno.

Na véspera, Trump afirmou que os ataques lançados pelos EUA nos últimos dias – que até o momento deixaram cerca de 800 mortos, entre eles vários altos comandantes do Irã, incluindo seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei – não eram nada comparados com os que ainda estavam por vir. Uma “grande onda”, disse ele, que pode se prolongar por mais de quatro ou cinco semanas. “O que estamos fazendo agora é eliminar as ameaças intoleráveis representadas por este regime doentio e sinistro”, disse Trump, que em declarações à imprensa também não descartou a possibilidade de enviar tropas ao terreno, caso seja necessário.
Governo iraniano alerta Europa sobre consequências se eles se unirem à ofensiva dos EUA
Nesta terça-feira, as autoridades do Irã alertaram os países europeus para que não se juntem à ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos EUA e Israel e garantiram que “haverá consequências” caso contrário, palavras que chegam depois que Alemanha, França e Reino Unido afirmaram que poderiam adotar “medidas defensivas” e destruir “capacidades militares iranianas”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, indicou em uma coletiva de imprensa que a forma como a Europa aborda a questão é “contraditória”, ao mesmo tempo em que afirmou que “qualquer violação da legalidade e da Carta das Nações Unidas terá consequências para cada uma das pessoas que habitam o planeta”.
“Se os países europeus compreenderem isso, certamente deixarão de ser indiferentes”, declarou. Nesse sentido, ele garantiu que Teerã tem apoiado a diplomacia no âmbito de suas negociações nucleares com os EUA e lamentou que já havia indícios, “com base em experiências anteriores, de que não se deveria negociar”, segundo informações coletadas pela agência de notícias Tasnim.
“É por isso que o Conselho de Segurança das Nações Unidas tem o dever de deter a guerra. Se quisesse fazê-lo, poderia detê-la; a comunidade internacional deve optar por deter esta guerra antes que seja tarde demais”, insistiu, não sem antes sublinhar que “a intervenção militar não foi uma decisão do Irã”. “A nossa decisão foi a diplomacia”, acrescentou.
Com informações da Europa Press

Fonte Monitor Mercantil