Tesouro Direto tem “circuit breaker” após taxas acelerarem com guerra do Irã

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O Tesouro Direto interrompeu negociações no fim da manhã desta desta terça-feira (3), em meio à forte volatilidade nos mercados diante da escalada na guerra do Irã, e o temor de que a extensão do conflito crie pressões inflacionárias pelo mundo. Em momentos de forte oscilação, a plataforma do Tesouro costuma suspender o funcionamento para proteger o investidor.

Nas últimas horas, Israel lançou ataques simultâneos a Teerã e Beirut, e iniciou incursões terrestres no Líbano para combater o Hezbollah. Pouco antes, drones iranianos atingiram a embaixada dos EUA na Arábia Saudita.

Antes da paralisação, as taxas operavam em forte alta, reagindo à nova onda de aversão ao risco. Destaque para o Tesouro Prefixado 2029, com taxa em alta de 16 pontos-base, para 12,94% ao ano. Já o Prefixado 2032 subia de 13,37% para 13,50%. No vencimento mais longo, o prefixado com juros semestrais 2037 ia de 13,58% para 13,68%.

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Entre os papéis atrelados à inflação, as taxas também subiam. O IPCA+ 2032 passava de 7,43% para 7,47% de remuneração, o IPCA+ 2040 ia de 7,01% para 7,05%, e o IPCA+ 2045 avançava de 7,02% para 7,07%. No trecho mais longo, o IPCA+ 2050 subia de 6,79% para 6,81%, enquanto o IPCA+ 2060 saltava de 6,96% para 7,00%.

O movimento acompanha o forte recuo dos ativos de risco globais. O dólar avança mais de 2%, próximo de R$ 5,30, e o Ibovespa cai mais de 4%, enquanto investidores reavaliam o impacto da alta do petróleo sobre a inflação e, consequentemente, sobre as decisões de política monetária. Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries também avançam, refletindo a percepção de que o choque de energia pode adiar cortes de juros pelo Federal Reserve.

Diferentemente de episódios clássicos de turbulência, em que títulos públicos funcionam como proteção, o foco agora está na pressão inflacionária que pode surgir da escalada geopolítica.

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No Brasil, o mercado também repercute o PIB do quarto trimestre de 2025 divulgado pelo IBGE, que confirmou desaceleração na margem, mas crescimento relevante no acumulado do ano. O dado, porém, fica em segundo plano diante do choque externo.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h28 desta terça-feira (3), antes da suspensão:

Título Rendimento Anual Vencimento
Tesouro Selic 2031 SELIC + 0,0992% 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2029 12,94% 01/01/2029
Tesouro Prefixado 2032 13,50% 01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 13,68% 01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 7,47% 15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 IPCA + 7,33% 15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,05% 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 IPCA + 7,07% 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,81% 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 IPCA + 7,00% 15/08/2060



FonteAgência Brasil

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