Vale prevê investir US$ 3,5 bilhões em projetos de cobre em Carajás até 2030

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Mineração 4.0: a revolução industrial do setor

Drones, satélites, 5G, gestão de dados e veículos autônomos já estão na operação da Vale, Rio Tinto e BHP; para especialistas é a revolução industrial do setor. Crédito: Estadão

A Vale prevê investir um total de US$ 3,5 bilhões em seus projetos de cobre na região de Carajás no período de 2026 a 2030, segundo atualização do cronograma da empresa divulgada nesta segunda-feira, 23.

A empresa detalha em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que serão aplicados US$ 300 milhões em 2026, US$ 400 milhões em 2027, US$ 800 milhões em 2028, US$ 900 milhões em 2029 e US$ 1,1 bilhão em 2030.

As estimativas consideram os investimentos planejados para o desenvolvimento dos projetos de crescimento de cobre na região de Carajás e incluem o projeto de Bacaba, que se encontra em implementação.

Fluxo de caixa livre

A empresa projeta uma sensibilidade do Fluxo de Caixa Livre da Vale Base Metals totalizando aproximadamente US$ 1,1 bilhão em 2026, em termos reais, baseada na curva futura de preços, com as cotações de cobre variando entre US$ 12.738 e US$ 12.870 por tonelada, de março a dezembro, e as de níquel, entre US$ 17.133 e US$ 17.691 no mesmo período.

A companhia também estima o Fluxo de Caixa Livre para o acionista (FCFE) da Vale entre US$ 4,6 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026, em termos reais, o que corresponde a um FCFE yield de cerca de 7% a 8,5%.

A projeção utiliza como premissa o consenso de Ebitda Proforma de 2026 de analistas sell side, de US$ 17,5 bilhões; capex entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões; e despesas financeiras líquidas e impostos de US$ 2,1 bilhões a US$ 2,5 bilhões.

A projeção considera ainda US$ 700 milhões em despesas relacionadas a Brumadinho e à descaracterização de barragens; entre US$ 900 milhões e US$ 1,1 bilhão referentes a coligadas e joint ventures; e de US$ 2,7 bilhões a US$ 2,9 bilhões em outros desembolsos, como pagamentos de juros sobre debêntures participativas, contratos de concessão ferroviária, transações de streaming e demais itens.

Segundo a empresa, os FCFE yields foram calculados com base no market cap de fechamento de 19 de fevereiro de 2026. Todas as demais estimativas indicadas no item 3 do Formulário de Referência permanecem inalteradas.



Fonte ONU

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