Airbus acredita que será um bom ano para entrega de produtos e serviços

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(foto: divulgação)

As projeções da Airbus para 2026 são otimistas. Não consideram impactos de fusões e aquisições (M&A) e incluem os efeitos das tarifas atualmente em vigor. A companhia europeia (fundada por um consórcio de países como França, Alemanha, Reino Unido e Espanha) disse que tem planos avançados para lançar uma versão maior do jato regional A220, adquirido da Bombardier como CSeries, e que pode substituir de vez o A319 e parte do mercado do A320.Caso o A220-500 se torne realidade, será uma aeronave para até 180 assentos.

Para este ano, a Airbus projeta a entrega de 870 aeronaves comerciais; Ebit Ajustado em torno de 7,5 bilhões de euros; e Fluxo de caixa livre antes do financiamento a clientes em torno de 4,5 bilhões de euros. No ano passado, a receita consolidada cresceu 6% em relação ao ano anterior, totalizando 73,4 bilhões de euros (2024: 69,2 bilhões de euros).

A receita da Airbus Helicopters cresceu 13%, atingindo 9 bilhões de euros. A informação foi destaque no balanço da empresa, divulgado nesta sexta-feira. O desempenho foi atribuído aos programas e a expansão dos serviços.

“2025 foi um ano emblemático, marcado por uma forte demanda por nossos produtos e serviços em todas as áreas de negócio, desempenho financeiro recorde e marcos estratégicos”, citou Guillaume Faury, CEO da Airbus. Segundo ele, a demanda global por aeronaves comerciais sustenta o atual aumento de produção.

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A Airbus não acredita que haverá este ano novas disrupções relevantes no comércio global ou na economia mundial, no tráfego aéreo, na cadeia de suprimentos, em suas operações internas ou em sua capacidade de entregar produtos e serviços.

As entregas de helicópteros aumentaram para 392 unidades (2024: 361). Já a receita da Airbus Defence and Space cresceu 11% em relação ao ano anterior, totalizando 13,4 bilhões de euros, impulsionada por maiores volumes em todas as unidades de negócio.

“Os portfólios competitivos de Defence and Space e de Helicopters nos permitem aproveitar o impulso no setor de defesa. Também avançamos na criação de um novo player industrial espacial global junto aos nossos parceiros. Esses resultados de 2025 e a confiança no nosso desempenho futuro sustentam a proposta de um pagamento de dividendos maior”, afirmou Faury.

Sobre dividendos, a empresa divulgou que o Conselho de Administração proporá o pagamento de dividendo referente ao exercício de 2025 no valor de 3,20 euros por ação na Assembleia Geral Anual, prevista para 14 de abril de 2026. A data proposta para pagamento é 23 de abril de 2026.

Balanço de 2025

No ano passado, os pedidos brutos de aeronaves comerciais totalizaram 1.000 (2024: 878), com pedidos líquidos de 889 aeronaves após cancelamentos (2024: 826). O backlog de pedidos atingiu um recorde de 8.754 aeronaves comerciais ao final de 2025.

As entregas de helicópteros aumentaram para 392 unidades (2024: 361). Já a receita da Airbus Defence and Space cresceu 11% em relação ao ano anterior, totalizando 13,4 bilhões de euros, impulsionada por maiores volumes em todas as unidades de negócio.

A Airbus Helicopters registrou pedidos líquidos de 536 unidades (2024: 450), com índice book-to-bill acima de 1, em unidades e em valor, refletindo forte demanda, especialmente nos mercados militares. A entrada de pedidos em valor na Airbus Defence and Space cresceu e alcançou o recorde de 17,7 bilhões de euros (16,7 bilhões de euros em 2024), equivalente a um book-to-bill de aproximadamente 1,3.

Foram entregues 793 aeronaves comerciais (2024: 766), incluindo 93 A220, 607 da Família A320, 36 A330 e 57 A350. A receita das atividades de aviões comerciais aumentou 4%, para 52,6 bilhões de euros, refletindo principalmente o maior volume de entregas e o crescimento em serviços, parcialmente compensados pela desvalorização do dólar americano.

O lucro líquido consolidado (1) foi de 5,221 bilhões de euros (2024: 4,232 bilhões de euros), com lucro por ação reportado de 6,61 euros (2024: 5,36 euros). O fluxo de caixa livre consolidado antes do financiamento a clientes foi de 4,574 bilhões de euros (2024: 4,463 bilhões de euros), refletindo o forte desempenho em todas as áreas de negócio.

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Fonte Monitor Mercantil

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