Correios têm prejuízo de R$ 3,1 bilhões no início de 2026 e ampliam perdas em 82%

Compartilhar:

Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo demonstrações financeiras aprovadas pelo Conselho de Administração da empresa. O resultado significa que a estatal gastou mais do que arrecadou nos três primeiros meses do ano.

O rombo é significativamente maior do que o registrado no mesmo período de 2025, quando a empresa teve perdas de R$ 1,7 bilhão. Na prática, o prejuízo quase dobrou em um ano.

Os números mostram que os Correios continuam enfrentando dificuldades para equilibrar as contas. A receita obtida com a venda de serviços caiu de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões, enquanto despesas administrativas e financeiras cresceram de forma expressiva. As despesas gerais e administrativas passaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões, e os gastos financeiros saltaram de R$ 282 milhões para R$ 985 milhões.

No relatório, a empresa afirma que enfrenta uma combinação de fatores que pressiona os resultados. Entre eles estão a redução da demanda por serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais, reajustes salariais, crescimento de despesas judiciais e a concorrência cada vez maior no mercado de encomendas e logística.

“Nos últimos exercícios, a Empresa vem enfrentando pressões relevantes sobre sua geração de caixa e seus resultados, decorrentes, principalmente, da redução das receitas em serviços postais tradicionais, do aumento dos custos operacionais influenciados por inflação, reajustes salariais e passivos judiciais, bem como da intensificação da concorrência em segmentos logísticos de maior rentabilidade. Soma-se a esses fatores a necessidade de manutenção de estrutura operacional com elevada capilaridade, em decorrência da obrigação legal de prestação do serviço postal universal”, diz a estatal.

Diante desse cenário, a estatal informou que está executando um plano de reestruturação iniciado no fim de 2025. O programa prevê corte de despesas, revisão de contratos, venda de imóveis sem uso, modernização tecnológica, melhorias na logística e busca por novas fontes de receita. A empresa também colocou em prática um Programa de Desligamento Voluntário (PDV).

Continua depois da publicidade

Outro indicador que chama atenção é o patrimônio líquido negativo da companhia, que passou de R$ 13,1 bilhões negativos em dezembro de 2025 para R$ 16,2 bilhões negativos ao final de março deste ano.



Fonte Infomoney

Artigos relacionados

iPhone Ultra: 1º dobrável da Apple pode ter sido adiado mais uma vez, diz rumor

A Apple pode adiar o lançamento do suposto iPhone Ultra, seu primeiro smartphone dobrável, e adicionar mais um...

Carbono, blockchain e economia verde: por que ativos ambientais digitais começam a atrair a atenção do mercado

Especialistas apontam que a convergência entre sustentabilidade, tokenização e tecnologia blockchain pode abrir espaço para uma nova geração...

Inspira capta R$ 15 milhões em rodada liderada pela Cloud9 Capital

A legaltech Inspira recebeu um aporte de R$ 15 milhões em uma rodada liderada pela Cloud9 Capital, com...