União Europeia investiga Shein por venda de produtos ilegais e design viciante

Compartilhar:

BRUXELAS, 17 Fev (Reuters) – A ⁠UE abriu uma investigação formal sobre a ⁠varejista online chinesa Shein nesta terça-feira por venda de ‌produtos ilegais e preocupações com o design potencialmente viciante da plataforma, intensificando o escrutínio sob a rigorosa Lei de Serviços Digitais ‌do bloco.

A medida baseada na lei que exige que as plataformas online façam mais para combater conteúdos ilegais e prejudiciais veio após a França ter instado o órgão executivo da UE, em novembro, a reprimir a venda de bonecas sexuais com aparência infantil ⁠na ‌plataforma da Shein.

Desde então, a Shein interrompeu a venda de todas ⁠as bonecas sexuais em todo o mundo.

Aproveite a alta da Bolsa!

A empresa e sua rival chinesa Temu se tornaram os símbolos mais notórios das preocupações mais amplas com o fluxo de produtos chineses baratos para a Europa.

“A Lei dos Serviços Digitais mantém os ​consumidores seguros, protege seu bem-estar e os capacita com informações sobre os algoritmos com os quais estão interagindo. Avaliaremos se ​a Shein está respeitando essas regras e sua responsabilidade”, disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, em um comunicado.

A Comissão sinalizou a possibilidade de uma investigação da UE no mês passado.

Continua depois da publicidade

MEDIDAS DE SEGURANÇA ADICIONAIS

A Shein afirmou que continuará a cooperar ‌com o órgão regulador da UE e ​que investiu significativamente em medidas para reforçar a conformidade com a legislação da UE, incluindo a realização de avaliações de risco sistêmico e estruturas de mitigação, e ⁠o reforço da ​proteção dos usuários mais ​jovens.

“Além do aprimoramento das ferramentas de detecção, também aceleramos a implementação de salvaguardas adicionais ⁠em torno de produtos com restrição ​de idade”, afirmou a empresa, incluindo medidas de verificação de idade para impedir que menores visualizem ou comprem conteúdo ou produtos com restrição ​de idade.

A Comissão Europeia disse que investigaria os sistemas que a Shein implementou na UE para limitar a venda ​de produtos ilegais, ⁠incluindo possíveis materiais de abuso sexual infantil.

A investigação também se concentrará no design viciante ⁠da Shein, incluindo a concessão de pontos ou recompensas pelo engajamento, que podem ter um impacto negativo no bem-estar dos usuários.

A transparência dos sistemas de recomendação que a Shein utiliza para propor conteúdos e produtos aos usuários também será alvo de escrutínio por parte da ​UE.

Continua depois da publicidade



FonteAgência Brasil

Artigos relacionados

Paraguai: a nova fronteira da internacionalização para empresas e famílias brasileiras

Por Max Katsuragawa Neumann Durante décadas, o Paraguai foi visto por muitos brasileiros apenas como um destino de compras....

Quinta-feira no alto: 300 Sky Bar aposta em música e atmosfera para transformar o meio da semana

Com apresentação de Lieh, casa recebe o público nesta quinta-feira (13), a partir das 19h, em uma noite...

Após 19 anos no mercado de pneus, executiva transforma experiência em novo negócio com a borracha líquida

Formada em Gestão Comercial e com passagem por empresas como Michelin e Camso, Camila Imidio aposta na experiência...

A arte como resgate do eu inteiro: quando criatividade, corpo e expressão se tornam caminhos de reconexão

A arteterapia e dançoterapia utilizam processos criativos e movimentos corporais como ferramentas de expressão, acolhimento e conexão com...